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Mário Soares, um português amigo do Brasil

RIO - Em dezembro de 1976, quando foi eleito premier de Portugal, Mário Soares veio ao Brasil numa tentativa de quebrar o gelo nas relações. Por aqui, ainda vivia-se um momento de distensão da ditadura militar, “lenta, gradual e segura”, comandada por Ernesto Geisel. Na época, fontes diplomáticas informaram que, enquanto Portugal esperava encontrar um parceiro comercial que substituísse suas ex-colônias na África, o Brasil poderia ter um aliado em vias de integração na Europa.

Nesta aproximação, especialistas brasileiros afirmavam que manter relações com um membro da União Europeia seria fundamental, já que a política externa de um país em desenvolvimento deveria ser eminentemente voltada para fins econômicos. Soares ainda faria outras visitas ao Brasil. Em 1987, um ano após ser eleito o primeiro presidente civil da redemocratização portuguesa, veio “retribuir a visita do presidente José Sarney” e “mostrar a nova imagem de Portugal”.

— Mário era de uma geração que considerava Brasil e Portugal como um só país. Ao mesmo tempo, tinha um grande amor ao povo brasileiro — afirmou ontem Sarney. — Era um devoto das relações com o Brasil. Conhecia nossa História.

Em 1989, Soares visitou o Rio de Janeiro. Caiu no samba num ensaio da escola Unidos da Tijuca. E, em 1990, conheceu Búzios, destino que dissera “sempre desejar conhecer”.

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