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Medo pode manter Brasil em alerta máximo na Copa do Mundo, diz Ancelotti

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Medo pode manter Brasil em alerta máximo na Copa do Mundo, diz Ancelotti
Medo pode manter Brasil em alerta máximo na Copa do Mundo, diz Ancelotti

Por Fernando Kallas

EAST RUTHERFORD, Nova Jersey, 12 de junho (Reuters) - Carlo Ancelotti conquistou praticamente tudo que poderia no futebol europeu de clubes, mas o técnico da seleção brasileira afirmou que até ele ainda sente aquele frio na barriga antes do início da Copa do Mundo — e fica contente por isso.

Em declarações à imprensa antes da estreia do Brasil contra o Marrocos no sábado, Ancelotti disse que o nervosismo não é uma fraqueza, mas um alarme útil, especialmente contra uma seleção que surpreendeu na última Copa do Mundo ao eliminar Espanha e Portugal antes de perder para a França nas semifinais.

“O medo é uma parte importante da vida”, disse Ancelotti, em entrevista coletiva nesta sexta-feira.

“Se você não tem medo e é pego de surpresa, pode ver um leão e achar que é um gato."

"O medo pode salvar sua vida. É sempre bom estar alerta e concentrado para que sua equipe faça um ótimo jogo e não seja pega de surpresa.”

O italiano, calmo como sempre, mas sem fingir ser feito de pedra, disse que o Brasil precisa estar atento desde o início da partida contra uma das seleções mais fortes da África.

"Sou otimista por natureza e estou muito confiante", afirmou. "Estamos bem preparados para fazer um ótimo jogo e ter uma ótima Copa do Mundo."

"Precisamos ter um desempenho completo em todos os aspectos. No futebol moderno, não existem times pequenos. O Marrocos é uma das melhores seleções da África.”

Para Ancelotti, este é um novo capítulo após uma carreira notável em clubes europeus. Ele é o primeiro técnico a conquistar as cinco principais ligas do continente e detém o recorde de cinco títulos da Liga dos Campeões como treinador, além dos dois que ganhou no Milan como jogador.

Agora, tenta guiar o Brasil rumo ao tão esperado sexto título da Copa do Mundo, uma tarefa que descreveu como um privilégio e um fardo.

“É uma experiência nova, mas obviamente especial”, disse.

“Significa ter a responsabilidade e a honra de representar a pátria do futebol, a seleção mais bem-sucedida do mundo. Duas coisas: responsabilidade e honra.”

Ancelotti disse que quer aproveitar o momento, em vez de se deixar dominar por ele.

“Quero saborear este momento com alegria e felicidade, porque é um momento maravilhoso na minha história”, afirmou. “Eu me sinto ótimo... Espero poder fazer o trabalho necessário para ajudar esta equipe a ter sucesso.”

(Reportagem de Fernando Kallas)

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