Por Gabriel Araujo
KANSAS CITY, EUA, 12 Jul (Reuters) - Lionel Messi passou mais de duas décadas abrindo caminho no futebol internacional, enfrentando todas as seleções campeãs da Copa do Mundo, do Brasil à França, mas um adversário de destaque sempre esteve ausente da lista: a Inglaterra.
Isso vai mudar nesta quarta-feira, quando a Argentina enfrentar a seleção europeia na semifinal da Copa do Mundo em Atlanta, um confronto de pesos pesados que a Associação de Futebol Argentina (AFA) descreveu em seu site como “a partida que o destino devia a Messi”.
Messi, de 39 anos, já enfrentou Brasil, Uruguai, Alemanha, Itália, Espanha e França ao longo de sua carreira, mas nunca cruzou o caminho da Inglaterra.
A ocasião em que ele mais chegou perto foi em um amistoso em Genebra, em novembro de 2005, a última vez que as duas seleções se enfrentaram.
A Argentina perdeu por 3 x 2, quando Wayne Rooney e Michael Owen, que marcou duas vezes, reverteram os gols de Hernán Crespo e Walter Samuel. Messi, no entanto, ficou de fora após ser expulso em sua estreia pela seleção contra a Hungria no início daquele ano.
“É especial porque eles são uma grande seleção, uma potência, e é sempre bom jogar contra uma equipe assim, em uma partida desse tipo”, disse Messi aos repórteres após a vitória da Argentina por 3 x 1 sobre a Suíça nas quartas de final, na prorrogação, no sábado.
“Precisamos descansar porque viemos de um grande desgaste, que o grupo obviamente sente, e chegar na melhor condição possível para continuar fazendo o que temos feito: competir”, acrescentou.
A Argentina sobreviveu a uma terceira partida dramática consecutiva no mata-mata, depois de derrotar Cabo Verde por 3 x 2 na prorrogação pelos 16 avos de final e de virar o jogo para vencer o Egito por 3 x 2 nas oitavas de final, após estar perdendo por 2 x 0 a 11 minutos do fim.
Messi contribuiu com uma assistência para o primeiro gol de Alexis Mac Allister contra a Suíça, mas essa foi a primeira partida da Copa do Mundo desde a vitória da Argentina por 2 x 0 sobre a Polônia na fase de grupos do Mundial do Catar em 2022 em que Messi não marcou.
“A Inglaterra pode ser mais rápida que a Argentina, mas eles têm aquele gênio chamado Messi. Todos jogam para ele. Todo mundo deve estar animado”, disse o comentarista da BBC Micah Richards. “Marcá-lo é impossível porque ele não volta para a defesa.”
O confronto com a Inglaterra acrescentará mais um capítulo a uma das rivalidades mais emocionantes do futebol, moldada por décadas de drama esportivo e tensão política, ao mesmo tempo em que dará a Messi um lugar em um clássico que já produziu algumas das memórias mais marcantes do futebol argentino.
(Reportagem de Gabriel Araujo)



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