O chefe da Agência Internacional de Energia Atômica afirmou que há possibilidade de conversas entre Irã e os Estados Unidos acontecerem em breve no Paquistão. "Acho que poderá haver conversas este fim de semana em Islamabad, no Paquistão", disse Rafael Mariano Grossi ao jornal italiano Corriere della Sera , sem dar mais detalhes.
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, afirmou na terça-feira, 24, que o país poderia sediar negociações entre os países numa tentativa do governo paquistanês de capitalizar sua posição junto aos líderes de ambos os países.
"O Paquistão está pronto e honrado em sediar negociações significativas e conclusivas para uma solução abrangente do conflito em curso", disse Sharif em uma publicação no X.
O chefe do exército paquistanês, o marechal de campo Syed Asim Munir, emergiu como o principal interlocutor entre os Estados Unidos e o Irã. Segundo dois oficiais a par da diplomacia, o Paquistão entregou ao Irã um plano de 15 pontos dos Estados Unidos para pôr fim à guerra no Oriente Médio. Teerã permanece negando ter ocorrido quaisquer conversas com Washington até o momento.
O Paquistão tem tentado, em grande parte, se manter neutro. Condenou os ataques conjuntos EUA-Israel contra o Irã sem mencionar os Estados Unidos diretamente; prometeu defender a Arábia Saudita sob um pacto de defesa mútua, mas sem retaliar contra o Irã; e manteve comunicação regular com autoridades iranianas, mesmo com o bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã tendo devastado a economia paquistanesa.
Embora vários países tenham se oferecido para servir de interlocutores com o Irã, analistas afirmam que o Paquistão apresenta diversos pontos positivos como potencial mediador.
"Eles conhecem muito bem o Irã", disse Trump no ano passado sobre o Paquistão, após um almoço com o marechal de campo Syed Asim Munir na Casa Branca, em meio ao conflito de 12 dias entre o Irã e Israel. (Com agências internacionais)


