NOVA YORK, 9 Jul (Reuters) - O Estado de Nova York abriu um processo contra a 3M e a DuPont, além de outras empresas, nesta quinta-feira por supostamente terem causado um dano público ao venderem os chamados “produtos químicos eternos”, apesar de saberem que eram tóxicos, para uso em produtos de consumo.
A procuradora-geral do Estado, Letitia James, acusou as empresas de terem ocultado dos consumidores, durante décadas, os riscos ambientais e à saúde associados a esses produtos químicos, mesmo quando começaram a retirar gradualmente alguns deles do mercado. Essas substâncias são conhecidas como PFAS -- substâncias per e polifluoroalquiladas.
James busca uma decisão judicial que obrigue as empresas a financiar esforços de descontaminação e a alertar adequadamente os consumidores sobre os riscos. Ela também pede indenizações, restituições e outras penalidades.
Entre os demais réus estão Chemours, Corteva e EIDP, que faziam parte da DuPont antes de cisões societárias. A ação foi apresentada em um tribunal estadual em Albany, capital de Nova York.
“Por tempo demais, nossas comunidades arcaram injustamente com os custos de proteger as pessoas desses produtos químicos tóxicos permanentes e de limpar a contaminação que causaram”, afirmou James em comunicado. “Eu espero garantir que as empresas responsáveis pela poluição por PFAS sejam responsabilizadas.”
As empresas citadas não responderam imediatamente aos pedidos de comentário.
Os PFAS estão presentes em centenas de produtos de consumo e comerciais, incluindo cosméticos, panelas antiaderentes e roupas resistentes a manchas.
Eles são conhecidos como “produtos químicos eternos” porque não se decompõem facilmente no corpo humano nem no meio ambiente. As PFAS têm sido associadas a efeitos adversos à saúde, incluindo aumento do colesterol, baixo peso ao nascer, redução da resposta de anticorpos a vacinas e câncer de rim e de testículo.
(Reportagem de Jonathan Stempel em Nova York)



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