Por Disha Mishra e Akanksha Khushi
17 Mai (Reuters) - Um surto de Ebola na República Democrática do Congo e em Uganda foi declarado uma emergência de saúde pública de interesse internacional pela Organização Mundial da Saúde, após 80 mortes suspeitas.
A OMS disse que o surto, causado pelo vírus Bundibugyo, não atende aos critérios de uma emergência pandêmica, mas que os países que compartilham fronteiras terrestres com a República Democrática do Congo correm alto risco de propagação.
Neste domingo, a agência de saúde da ONU disse em um comunicado que 80 mortes suspeitas, oito casos confirmados em laboratório e 246 casos suspeitos haviam sido relatados até sábado na província de Ituri, no Congo, em pelo menos três zonas de saúde, incluindo Bunia, Rwampara e Mongbwalu.
Um caso foi confirmado na cidade congolesa de Goma, no leste do país, segundo um comunicado dos rebeldes do M23.
O 17º surto no país, onde o Ebola foi identificado pela primeira vez em 1976, pode, de fato, ser muito maior, dada a alta taxa de positividade das amostras iniciais e o número crescente de casos suspeitos que estão sendo relatados, disse a OMS.
O surto é "extraordinário", pois não há nenhuma terapêutica ou vacina específica aprovada para o vírus Bundibugyo, ao contrário do que ocorre com as cepas do Ebola-Zaire, disse a OMS. Todos os surtos anteriores do país, com exceção de um, foram causados pela cepa do Zaire.
O surto entre Congo e Uganda representa um risco para a saúde pública de outros países, com alguns casos de propagação internacional já documentados, disse a agência, aconselhando os países a ativarem seus mecanismos nacionais de gestão de desastres e emergências e a realizarem triagem transfronteiriça e triagem nas principais estradas internas.
(Reportagem de Disha Mishra e Akanksha Khushi em Bengaluru, reportagem adicional de Kopano Gumbi em Johanesburgo)




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