Países do Golfo elevaram o nível de alerta diante de relatos de ataques e incidentes envolvendo os Emirados Árabes Unidos, enquanto Abu Dhabi afirmou ter "pleno direito de responder" ao que classificou como agressão iraniana, em meio à escalada de tensões na região.
Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos condenou "ataques perigosos" com mísseis e drones contra alvos civis e disse que "não tolerará qualquer agressão à sua segurança e soberania", reservando-se o direito de reagir "de forma plena e legal", em conformidade com o direito internacional. O governo também classificou as ações como "escalada grave e inaceitável" e atribuiu ao Irã a responsabilidade pelos episódios. Apesar das acusações, um alto oficial militar iraniano disse à mídia estatal que Teerã "não tem planos de atingir os Emirados".
Segundo a agência estatal WAM , as defesas aéreas dos Emirados Árabes Unidos detectaram quatro mísseis de cruzeiro lançados do Irã, interceptando três, enquanto um caiu no mar. O Ministério da Defesa, por sua vez, afirmou que seguia engajando "ataques com mísseis e drones". A WAM também relatou um incêndio na zona industrial de petróleo de Fujairah após um ataque com drone.
A escalada afetou a aviação. A Fars News reportou que aeronaves ficaram "à deriva" no espaço aéreo do país, enquanto a plataforma de monitoramento FlightRadar indicou suspensão temporária de voos para Dubai e Sharjah e desvios para Mascate. Um canal ligado à Guarda Revolucionária iraniana (IRGC, na sigla em inglês) também mencionou a suspensão de voos.
Na região, o Bahrein declarou estado de alerta por temor de possível ataque, segundo a Tasnim News , enquanto Israel elevou seu nível de prontidão. Em Omã, a Oman News Agency informou que um prédio residencial na província de Bukha, próxima aos Emirados, foi atingido, deixando duas pessoas, além de danos a veículos e imóveis vizinhos.



