Um novo medicamento para o tratamento do Parkinson foi aprovado pela agência reguladora dos Estados Unidos, a FDA. Chamado tavapadon e comercializado como Juvmo, o remédio é administrado uma vez ao dia e pode ser utilizado sozinho ou em conjunto com a levodopa.
A principal novidade está na forma como o medicamento atua no cérebro. Enquanto tratamentos semelhantes costumam estimular os receptores de dopamina D2 e D3, o tavapadon age seletivamente sobre os receptores D1 e D5, que também participam dos circuitos responsáveis pelos movimentos.
A estratégia busca controlar sintomas como lentidão, rigidez e dificuldades de movimento sem reproduzir necessariamente todos os efeitos associados a medicamentos que atuam em outros receptores.
Nos estudos clínicos de fase 3, pacientes que receberam o tavapadon apresentaram melhora na mobilidade. Em um dos testes, pessoas que já utilizavam levodopa tiveram, em média, 1,7 hora a mais por dia de boa mobilidade, contra 0,6 hora entre os participantes que receberam placebo.
Apesar dos resultados, o medicamento ainda não demonstrou ser superior aos tratamentos já disponíveis. Também foram registrados efeitos colaterais, como náusea, tontura e movimentos involuntários.
Outro ponto importante é que o tavapadon não interrompe a progressão do Parkinson. O medicamento atua no controle dos sintomas, enquanto a degeneração dos neurônios responsáveis pela produção de dopamina continua avançando.
A farmacêutica responsável informou que pretende disponibilizar o Juvmo nos Estados Unidos em outubro de 2026. No Brasil, ainda não há previsão de registro do medicamento pela Anvisa.
Aviso