O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, manifestou interesse em adotar o sistema de pagamentos instantâneos brasileiro, o Pix. Em publicação na rede social X, Petro solicitou oficialmente que o Brasil estenda a ferramenta para seu país, ressaltando a importância de modernizar transações financeiras na região.
O pedido ocorre em meio a críticas recentes dos Estados Unidos ao Pix. Um relatório divulgado pela Casa Branca classificou o mecanismo como prejudicial às empresas americanas de cartões de crédito, como Visa e Mastercard. A publicação de Petro também mencionou que a lista de sanções do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) se tornou ineficaz, acusando o órgão de perseguir opositores políticos globalmente.
Petro descreveu o OFAC como um “sistema aberrante de controle político” e afirmou que a diversidade política é essencial para a humanidade. Segundo ele, restringir essa diversidade representa um risco à própria sociedade, enquanto a extrema-direita, em sua visão, não compreende essa dinâmica.
O Pix, por sua vez, está sob investigação comercial nos EUA desde meados de 2025. O governo americano iniciou um processo baseado na Seção 301, alegando que o Brasil pratica medidas comerciais desleais que limitam o acesso de exportadores americanos aos serviços digitais e de pagamento eletrônico oferecidos no país.



