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Petróleo cai com proposta de coalizão de defesa marítima liderada pela Arábia Saudita

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Petróleo cai com proposta de coalizão de defesa marítima liderada pela Arábia Saudita
Petróleo cai com proposta de coalizão de defesa marítima liderada pela Arábia Saudita

Por Georgina McCartney

30 Jul (Reuters) - Os preços do petróleo fecharam em queda nesta quinta-feira, após um pregão volátil, à medida que os operadores avaliavam as propostas para uma coalizão marítima liderada pela Arábia Saudita com o objetivo de fortalecer a cooperação em defesa na região do Mar Vermelho.

A Arábia Saudita busca liderar uma coalizão para fortalecer a cooperação em defesa no Estreito de Bab El-Mandeb, no Mar Vermelho e no Golfo de Áden. O Ministério da Defesa saudita informou que 14 países, incluindo Turquia, Paquistão, Egito, Sudão e Djibuti, emitiram uma declaração conjunta em apoio à proposta de coalizão multinacional de defesa marítima.

Os futuros do Brent fecharam em queda de US$1,71, ou 1,88%, a US$89,03 por barril. As negociações foram instáveis e o Brent atingiu uma máxima de US$93,31 durante o pregão, depois que Washington e Teerã trocaram novos ataques contra alvos militares um do outro.

Os futuros do petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI) dos Estados Unidos fecharam com queda de 87 centavos, ou 1,03%, a US$83,59, após atingirem uma máxima de US$ 85,94.

Militantes houthis do Iêmen, alinhados ao Irã, declararam na semana passada um bloqueio naval contra a Arábia Saudita, ameaçando a rota do Mar Vermelho para suas exportações de petróleo — uma alternativa ao Estreito de Ormuz, que está amplamente bloqueado.

“Há essa sensação de que há uma grande oferta esperando para chegar ao mercado assim que tudo isso for resolvido, e isso é um fator que pesa contra qualquer tipo de alta drástica nos preços”, disse John Kilduff, sócio da Again Capital.

Irã e Omã continuaram as negociações sobre a gestão do Estreito de Ormuz, de acordo com a Agência Iraniana de Notícias do Trabalho. Na quarta-feira, uma alta autoridade iraniana afirmou que o Irã havia descartado a proposta de Omã para uma gestão conjunta regional da via navegável.

“O fato de Omã estar em negociações com o Irã pode sugerir que há avanços na reabertura do Estreito de Ormuz”, disse Hamad Hussain, economista sênior especializado em clima e commodities da Capital Economics.

O estreito, que normalmente movimenta cerca de um quinto dos fluxos globais de petróleo e gás natural liquefeito, continua sendo um ponto central para os mercados de petróleo desde que os EUA e Israel iniciaram a guerra contra o Irã em 28 de fevereiro.

(Reportagem de Georgina McCartney em Houston, Anushree Mukherjee e Enes Tunagur em Londres, Mohi Narayan em Nova Délhi e Colleen Howe em Pequim)

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