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Preços do açúcar bruto têm máxima em três semanas; café registra alta

Reuters
Preços do açúcar bruto têm máxima em três semanas; café registra alta
Preços do açúcar bruto têm máxima em três semanas; café registra alta

NOVA YORK, 4 Ago (Reuters) - Os contratos futuros de açúcar bruto atingiram a maior cotação em três semanas nesta terça-feira na bolsa ICE, à medida que as condições climáticas adversas em vários países reforçaram as expectativas de que o mercado possa entrar em déficit na safra de 2026/27.

AÇÚCAR

* O açúcar bruto ​​fechou com alta de 0,03 centavos, ou 0,2%, a 15,04 centavos por libra​​.

* Operadores afirmaram que as chuvas recentes interromperam a colheita de cana no Brasil e que a produção de açúcar na região centro-sul pode não ser tão alta quanto se esperava anteriormente, especialmente porque as usinas estão utilizando uma proporção maior de cana do que no ano passado para produzir etanol, em vez de açúcar.

* "Com as previsões de médio prazo indicando uma probabilidade razoável de que a região receba chuvas acima da média a partir de setembro, o ritmo da moagem no centro-sul do Brasil poderá exercer uma influência mais forte sobre a evolução dos preços nas próximas semanas", afirmou o Rabobank em uma nota.

* O clima quente e seco em outras áreas, incluindo a União Europeia, também pode prejudicar as perspectivas de produção.

* O açúcar branco ​​fechou com alta de US$3,20, ou 0,7%, a US$472,70 a tonelada.

CAFÉ

* O café arábica da ICE fechou em alta de 4,6 centavos, ou 1,4%, a US$3,241 por libra-peso, impulsionado pela escassez de oferta.

* Os corretores observaram que os estoques na bolsa caíram para o nível mais baixo desde 31 de janeiro de 2024.

* Os estoques certificados pela ICE ficaram em 260.720 sacas em 3 de agosto, abaixo das 292.810 sacas da semana anterior e bem abaixo das 760.529 sacas registradas no mesmo período do ano passado.

* O contrato de café robusta fechou com alta de US$69, ou 1,8%, a US$3.853 por tonelada.

CACAU

* O cacau da ICE de Londres fechou com queda de 41 libras, ou 0,9%, a 4.361 libras por tonelada.

* Os corretores afirmaram que a produção provavelmente cairá significativamente na próxima safra 2026/27, especialmente na África Ocidental.

* "Avaliações mais pessimistas sobre a oferta de cacau para a próxima safra 2026/27, que começa em setembro ou outubro, estão impulsionando os preços para cima", afirmou o Commerzbank em uma nota.

* A demanda também está começando a se recuperar após a queda registrada no ano passado, em resposta ao aumento dos preços em 2024.

* O contrato de cacau de Nova York ​​fechou em queda de US$15, ou 0,3%, a US$5.924 por tonelada.

(Reportagem de Nicole Jao, em Nova York, e Nigel Hunt)

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