Por Luciana Magalhaes e Gabriel Araujo
RIO DE JANEIRO, 7 Jun (Reuters) - O aumento dos custos de combustível na aviação não prejudicará a privatização da companhia aérea portuguesa TAP, que poderá escolher um parceiro estratégico até o final do ano, disse o presidente do conselho de administração da companhia aérea, Carlos Oliveira, à Reuters, durante a Reunião Geral Anual da Iata, no Rio de Janeiro, neste domingo.
"Estamos em um processo muito claro, transparente e bem definido que foi estabelecido pelo acionista, que é o Estado português", disse Oliveira.
A companhia aérea está aguardando a apresentação de propostas vinculantes a serem apresentadas até o final de julho, disse Oliveira, acrescentando que a situação do combustível "não terá impacto, uma vez que se aplica a todo o setor."
A Air France-KLM e a Lufthansa, da Alemanha, foram as únicas companhias aéreas a apresentar propostas não vinculantes para uma participação minoritária na TAP, depois que a IAG, proprietária da British Airways, optou por não participar, apesar de ter demonstrado interesse inicialmente.
Portugal está buscando vender até 49,9% da companhia aérea, com uma participação de 5% reservada para os funcionários.
Oliveira disse que, embora a decisão final caiba ao Estado português, a diretoria da TAP está envolvida na análise do plano estratégico de cada licitante.
A TAP está procurando um parceiro que possa fornecer acesso a redes mais amplas e estruturadas, sinergias de frota e colaboração em manutenção e engenharia, em meio a uma onda de consolidação que está se espalhando pela aviação europeia.
"Acima de tudo, o que queremos é garantir que a TAP seja uma plataforma sustentável para o futuro e que tenha um parceiro sólido que ajude a ampliar esse crescimento", disse Oliveira.
A TAP também está reforçando sua presença no Brasil, onde espera atender 15 destinos até o final do ano, 10 deles exclusivamente, disse Oliveira.
A companhia aérea lançará em breve duas novas rotas de Portugal para o Brasil: uma para Curitiba, a partir de julho, e outra para São Luís, a partir de outubro.
(Reportagem de Luciana Magalhaes e Gabriel Araujo no Rio de Janeiro)



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