SÃO PAULO, 17 Jul (Reuters) - A produção total de milho do Brasil em 2026/27 pode atingir um recorde de 144,96 milhões de toneladas, avanço de mais de 3% na comparação com a temporada anterior, estimou nesta sexta-feira a consultoria Safras & Mercado, que considerou ganhos de área e na produtividade média.
A área total de milho do país deverá ocupar 21,95 milhões de hectares em 2026/27, com avanço de 0,3% frente a 2025/26, segundo a consultoria.
No caso da área plantada, a consultoria estima que a segunda safra no centro-sul e o cultivo no Norte e Nordeste vão mais do que compensar uma redução na primeira safra, estimada em 1,3%, para 3,56 milhões de hectares.
De acordo com o consultor de Safras & Mercado, Paulo Molinari, a queda na área da primeira safra leva em conta o fato de que os custos de produção e os preços do cereal no patamar atual não motivam um plantio maior.
"O preço da safra nova está melhor na soja do que o milho. Há um cenário de dificuldade de crédito, o que leva o produtor a buscar a modalidade de barter, onde a soja tem melhor conta. Assim, deve prevalecer um cultivo maior de soja no verão e de milho na segunda safra", disse Molinari, em nota.
Na segunda safra do centro-sul, que responde pela maior parte a área plantada no Brasil e é plantada apenas no início do próximo ano, a previsão é de 15,8 milhões de hectares, com um avanço de 0,3% ante o ciclo anterior.
"Para a segunda safra do próximo ano se espera uma produção de milho de 103,969 milhões de toneladas, volume recorde e que supera as 99,610 milhões de toneladas previstas para este ano", destaca Molinari.
(Por Roberto Samora)



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