Erin Piacenti tinha 32 anos e construía uma carreira sólida no mercado financeiro americano quando morreu, na segunda-feira, vítima de um ataque aleatório em plena Times Square. Moradora de Chester, pequena cidade do estado de Nova Jersey, ela trabalhava havia um ano e meio no Bank of America, onde ocupava o cargo de vice-presidente da área de seleção de negócios e conflitos, uma função ligada à análise de riscos e integridade em operações do banco.
Antes de entrar para o setor bancário, Erin construiu uma trajetória acadêmica de destaque. Formou-se em 2016 pela Universidade da Pensilvânia, uma das instituições mais respeitadas dos Estados Unidos, e concluiu o curso de direito em 2021 pela Fordham University School of Law, em Nova York, uma das faculdades de direito mais tradicionais do país. Colegas e ex-professores descreveram a notícia de sua morte como um choque, destacando o quanto era querida por quem conviveu com ela nos bancos da faculdade.
Na vida pessoal, Erin vivia um momento de conquistas recentes. Ela havia acabado de comemorar dois anos de casamento com o marido, Frank, também advogado, e o casal tinha comprado havia pouco tempo a primeira casa juntos, em Chester. Amigos e familiares a descreveram como alguém que desde a infância participava de corais e grupos de canto a capella, uma paixão que carregou pela vida adulta.
A morte de Erin gerou comoção dentro do Bank of America, que classificou a perda como trágica e destacou a dedicação da funcionária à equipe. O caso chamou atenção também porque ela caminhava a poucos metros do escritório do banco em Manhattan no momento em que foi atingida, em um dos cruzamentos mais movimentados e turísticos do mundo, reforçando entre colegas a sensação de que a tragédia poderia ter acontecido com qualquer pessoa que circulasse pela região naquele horário.



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