LONDRES, 21 Set (Reuters) - Um ruandês de 65 anos foi acusado de crimes relacionados ao genocídio, supostamente cometidos durante o massacre dos tutsis em Ruanda, em 1994, informaram promotores britânicos nesta segunda-feira.
Vincent Brown, anteriormente conhecido como Vincent Bajinya, foi acusado de um crime de participação em genocídio e de seis crimes de participação em assassinatos classificados como crimes contra a humanidade.
A Equipe de Crimes de Guerra da Polícia Antiterrorismo do Reino Unido informou que Brown foi acusado de incentivar outras pessoas a matar tutsis em Kigali, em abril de 1994. A investigação teve início em 2019, após um pedido do governo ruandês, e envolveu anos de cooperação internacional, acrescentou a equipe.
Brown foi acusado de ter “dirigido e incitado atos de homicídio e genocídio cometidos por terceiros”, informou a Procuradoria da Coroa (CPS, na sigla em inglês).
As acusações contra Brown foram as primeiras apresentadas no Reino Unido relacionadas ao genocídio ruandês, acrescentou a CPS.
Brown, que se encontra em prisão preventiva, deve comparecer à Corte de Magistrados de Westminster, em Londres, na terça-feira.
A polícia informou que as investigações sobre outras seis pessoas continuam em andamento, incluindo dois homens presos em 2024 e 2026 sob suspeita de genocídio e crimes contra a humanidade, que permanecem em liberdade condicional.
Mais de 800 mil tutsis e hutus moderados foram mortos em 100 dias durante o genocídio de 1994, orquestrado pela maioria hutu no poder e meticulosamente executado por autoridades locais e cidadãos comuns.
(Reportagem de Sam Tabahriti e Sam Tobin; )
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