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Reino Unido investiga relato de disparos de navio russo contra iate no Canal da Mancha

Estadão

O Ministério da Defesa do Reino Unido investiga um suposto incidente envolvendo um navio de guerra russo e um iate registrado no país no Canal da Mancha. Segundo a tripulação da embarcação civil, a fragata russa Admiral Grigorovich teria efetuado tiros de advertência nesta terça-feira (16) quando os dois navios estavam a cerca de 460 metros de distância.

O episódio ocorreu aproximadamente 30 quilômetros ao sul da Ilha de Wight, fora das águas territoriais britânicas. Não houve registro de feridos nem de danos ao iate. Moscou não comentou o caso até o momento.

De acordo com a imprensa britânica, o navio-patrulha HMS Mersey, da Marinha Real, monitorava a fragata russa quando o incidente teria ocorrido. Embarcações militares russas que cruzam o Canal da Mancha costumam ser acompanhadas por forças britânicas.

O caso acontece em meio a uma escalada de tensões entre Londres e Moscou. No domingo, 14, comandos britânicos abordaram e detiveram no Canal da Mancha um petroleiro sancionado suspeito de integrar a chamada "frota sombra" usada pela Rússia para contornar restrições às exportações de petróleo. Autoridades britânicas afirmam que não há, por ora, ligação entre os dois episódios.

Nos últimos meses, o Reino Unido intensificou o monitoramento da atividade naval russa próxima ao seu território. Em novembro, Londres advertiu Moscou após detectar o navio-espião Yantar nas proximidades das águas britânicas ao norte da Escócia. Em abril, Reino Unido e Noruega informaram ter rastreado um submarino de ataque russo e dois submarinos de espionagem operando na região por várias semanas.

O incidente remete a um episódio de 2021, quando a Rússia afirmou ter disparado tiros de advertência contra o destróier britânico HMS Defender no Mar Negro, perto da Crimeia. O governo britânico negou que sua embarcação tenha sido alvejada. O caso foi considerado um dos momentos de maior tensão militar entre Rússia e Ocidente antes da invasão da Ucrânia, em 2022. Fonte: Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast , sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

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