O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, afirmou que o país reforçou sua presença militar no Oriente Médio em meio à escalada do conflito envolvendo o Irã, destacando que jatos britânicos estiveram mobilizados na região e que novos equipamentos serão enviados para apoiar operações defensivas.
Segundo Starmer, aeronaves do Reino Unido estiveram nos céus de Jordânia e Catar na noite passada. O premiê também anunciou o envio de quatro caças Typhoon adicionais ao Catar e disse que helicópteros Wildcat com capacidade antidrones devem chegar ao Chipre nesta sexta-feira.
"Nosso objetivo número um é proteger nosso povo", afirmou Starmer, referindo-se aos milhares de britânicos que vivem no Oriente Médio. Ele acrescentou que o governo britânico tem buscado retirar cidadãos da região e informou que mais de 4 mil pessoas já retornaram ao Reino Unido em voos comerciais, enquanto outras operações seguem em andamento.
De acordo com o primeiro-ministro, Londres vinha reforçando sua prontidão militar desde o início do ano. "Ao longo de janeiro e fevereiro, deslocamos ativos militares para Chipre e Catar para garantir que estivéssemos em um estado elevado de prontidão em caso de conflito", disse.
Starmer também reiterou que a posição tradicional do Reino Unido é buscar uma solução diplomática para a questão nuclear iraniana. "O melhor caminho para o regime e para o mundo é um acordo negociado com o Irã no qual eles abandonem suas ambições nucleares", disse.
O premiê alertou, porém, que o conflito pode se prolongar. "O conflito ainda pode permanecer por algum tempo", afirmou, acrescentando que o governo está "pronto para defender os britânicos no Oriente Médio e nossos interesses". Questionado sobre a possibilidade de o Reino Unido se juntar a eventuais ações militares contra o Irã, Starmer não respondeu diretamente, ressaltando que o objetivo do país é proteger os cidadãos.
Starmer também afirmou que a "relação especial" entre Reino Unido e Estados Unidos está "em operação neste momento". Ao comentar o papel de Washington no conflito, disse que cabe ao presidente Donald Trump tomar "as decisões que considerar no interesse nacional dos EUA".

