Por Fernando Kallas
NOVA YORK, 17 Jul (Reuters) - O capitão da Espanha, Rodri, exortou seus companheiros a entrarem na final da Copa do Mundo deste domingo contra a Argentina com mais fome de vitória do que medo, já que Lionel Messi e uma equipe que ele descreveu como “a equipe a ser batida” estão entre eles e o maior prêmio do futebol.
A Espanha chega à final após conquistar a Liga das Nações e o Campeonato Europeu em anos recentes, uma ascensão brilhante que, segundo Rodri, foi construída passo a passo, e não de um dia para o outro.
“Passamos por um processo gradual de crescimento, no qual vimos a equipe amadurecer nos últimos anos”, disse Rodri em coletiva de imprensa nesta sexta-feira.
“Essa equipe e essa geração iriam deixar sua marca... e agora chegaram à final de uma Copa do Mundo. Portanto, estamos satisfeitos com a trajetória que a equipe percorreu, mas não vamos parar por aqui; nossa ambição vai muito além.”
Para Rodri, que já conquistou a Liga dos Campeões com o Manchester City e a Bola de Ouro, a Copa do Mundo continua sendo o ápice.
“A maior conquista que pode acontecer a alguém é se tornar campeão do mundo”, disse ele. “Estou feliz com minha carreira, mas sempre há essa vontade de seguir em frente.”
A Espanha sofreu apenas um gol no torneio e Rodri disse que a equipe é “muito equilibrada”, controlando sua própria área, a área adversária e o meio-campo. Questionado sobre os pontos fracos da Espanha, ele sorriu e manteve a informação bem guardada.
“Temos pontos fortes e pontos fracos”, disse ele. “Temos poucos pontos fracos, mas vou guardar esses para mim mesmo.”
“ESPÍRITO COMPETITIVO” DA ARGENTINA
O obstáculo dificilmente poderia ser mais formidável. A Argentina está em sua segunda final consecutiva da Copa do Mundo, impulsionada pelo espírito competitivo, pelos gols no final das partidas e pelo hábito de virar o jogo, características que a tornam um adversário tão difícil de enfrentar.
Rodri disse que a Espanha tomou nota dessa determinação.
“Você está claramente se referindo ao espírito competitivo que essa seleção possui, à capacidade dela de se recuperar de situações adversas e ao seu caráter”, disse ele.
“Temos que buscar a vitória; temos que estar determinados a conquistar a Copa do Mundo e temos que ser ambiciosos. E acho que isso significa sermos nós mesmos durante toda a partida.”
Depois, há Messi, que dispensa apresentações, mas recebeu uma, mesmo assim, de Rodri.
“Para mim, ele é o maior jogador de todos os tempos”, disse Rodri. “É um jogador que conseguiu levar sua seleção a conquistar a Copa do Mundo e, neste ano, à final.
“Mas a Argentina é muito mais do que apenas Messi... obviamente, teremos que ficar de olho nele, mas também em muitos outros.”
Rodri disse esperar uma disputa mais física do que na vitória por 2 a 0 sobre a França nas semifinais.
“A partida de domingo vai ser diferente; acho que será mais uma batalha, mais física, e teremos que estar preparados”, disse ele.
O triunfo da Espanha na Copa do Mundo de 2010 também paira sobre esta geração, embora Rodri tenha dito que o futebol mudou demais para que se possam fazer comparações fáceis.
O que permanece, disse ele, é a lição de um grupo que perseguiu o que antes parecia impossível.
“Eles entraram em campo com essa determinação”, disse Rodri. “É isso que eu tiraria dessa geração.”
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