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Rubio garante a aliados asiáticos que não estão sendo abandonados pelos EUA

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Rubio garante a aliados asiáticos que não estão sendo abandonados pelos EUA
Rubio garante a aliados asiáticos que não estão sendo abandonados pelos EUA

Por Michael Martina e Mikhail Flores

MANILA, 23 Jul (Reuters) - O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, tranquilizou os aliados asiáticos dos EUA, afirmando que a busca norte-americana por relações positivas com Pequim não significa que eles estejam sendo abandonados, enquanto altos diplomatas participavam, nesta quinta-feira, de um encontro sobre segurança regional realizado em meio à escalada do conflito no Oriente Médio.

Falando um dia após se reunir com seu homólogo chinês, Wang Yi — ocasião em que os dois discutiram a preparação para uma visita do presidente da China, Xi Jinping, aos EUA em setembro —, Rubio afirmou que a cooperação com a China não se dará às custas dos parceiros asiáticos próximos de Washington.

“Já estamos presentes. Temos um papel a desempenhar e não vamos abandonar nossos aliados. Deixamos isso bem claro”, disse Rubio aos repórteres.

“Essas são as duas economias mais poderosas do mundo, duas grandes Forças Armadas, duas potências nucleares. Precisamos manter um relacionamento com a China. Queremos que ele seja o mais positivo possível, mas isso não ocorrerá às custas de nossos aliados e parceiros na região, nem de nossa presença aqui.”

Rubio participou anteriormente da Cúpula do Leste Asiático em Manila e do Fórum Regional da Asean, com foco em segurança, onde os ministros das Relações Exteriores do grupo enfatizaram a necessidade de um envolvimento mais estreito em meio às ameaças globais e às hostilidades renovadas e intensificadas no Oriente Médio.

A guerra no Irã e o bloqueio do Estreito de Ormuz são uma preocupação fundamental na Ásia e para os anfitriões, a Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean), composta por 11 países — um bloco fortemente dependente do petróleo do Oriente Médio e que, coletivamente, constitui uma das maiores economias do mundo.

“Nos reunimos em um contexto de profunda incerteza geopolítica e geoeconômica”, afirmou Maria Theresa Lazaro, ministra das Relações Exteriores das Filipinas, em seu discurso de abertura.

“Nenhuma nação pode lidar sozinha com o complexo ambiente de segurança atual.”

(Reportagem de Mikhail Flores, Karen Lema, Nestor Corrales e Michael Martina, em Manila; Liz Lee, em Pequim, e John Geddie, em Tóquio)

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