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Rússia diz testar ogiva intercontinental que alcança mais de 35 mil quilômetros

Estadão

A Rússia anunciou nesta terça-feira, 12, que realizou o teste final do sistema de mísseis balísticos intercontinentais Sarmat, segundo a agência de notícias estatal Tass .

O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que o míssil pode se mover em uma trajetória suborbital, o que permite um alcance de mais de 35 mil quilômetros. Segundo ele, esse é "o sistema de mísseis mais poderoso do mundo".

O alcance supera a distância entre Rússia e Argentina. "O rendimento total da ogiva entregue é mais de quatro vezes maior do que o de qualquer equivalente ocidental existente e mais poderoso", disse Putin.

O Sarmat será o substituto do Voyevoda, que foi apelidado pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) de "Satanás". Por isso, o novo míssil passou a ser chamado pela aliança de "Satanás 2".

O comandante das Forças de Mísseis Estratégicos, Sergey Karakayev, afirmou em um relatório enviado a Putin que a implantação do Sarmat "aumentará significativamente as capacidades de combate das forças nucleares estratégicas terrestres para garantir a destruição de alvos e cumprir missões de dissuasão estratégica".

Segundo ele, o novo míssil supera o antecessor em termos de capacidades de combate, "principalmente em alcance, carga útil, prontidão de lançamento e nas contramedidas que emprega, o que lhe permite superar de forma confiável os sistemas de defesa antimísseis existentes e futuros".

Karakayev afirmou ainda que o teste final foi bem-sucedido e que, por isso, o sistema poderá entrar em operação até o final de 2026. A data também foi confirmada por Putin, que disse que a Rússia está "implementando gradualmente o programa de desenvolvimento das forças nucleares adotado".

O presidente acrescentou que Moscou trabalha para aprimorar suas "forças de dissuasão" desde o início dos anos 2000. Segundo ele, após a retirada dos Estados Unidos do Tratado de Mísseis Antibalísticos, em 2002, a Rússia foi obrigada "a considerar a garantia de sua segurança estratégica na nova realidade e a necessidade de manter um equilíbrio estratégico de poder e paridade".

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