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Seattle mantém “Jogo do Orgulho” da Copa na esperança de que possa mudar visão das pessoas

Reuters
Seattle mantém “Jogo do Orgulho” da Copa na esperança de que possa mudar visão das pessoas
Seattle mantém “Jogo do Orgulho” da Copa na esperança de que possa mudar visão das pessoas

Por Sam Tobin

SEATTLE, 25 Jun (Reuters) - Os membros da comunidade LGBTQ de Seattle dizem que esperam que o “Jogo do Orgulho” da Copa do Mundo desta sexta-feira, entre Egito e Irã — dois países onde a homossexualidade é criminalizada —, possa ser uma oportunidade para mudar mentalidades.

Seattle se orgulha de sua reputação de cidade acolhedora, e as bandeiras do Orgulho estão espalhadas por toda a cidade, o ano inteiro. O fim de semana do Orgulho, em junho, é um dos maiores dos Estados Unidos.

Assim, antes do sorteio da Copa do Mundo em dezembro, era natural que os organizadores locais designassem a partida de 26 de junho, a ser realizada na cidade, como um “Jogo do Orgulho”.

Então, o sorteio aconteceu — e as duas seleções escaladas para a partida foram Egito e Irã.

A Federação Egípcia de Futebol instou a Fifa, órgão que rege o futebol mundial, a impedir quaisquer atividades relacionadas ao Orgulho, argumentando que tais eventos entravam em conflito com os valores culturais e religiosos do país de maioria muçulmana. A associação do Irã, onde as relações entre pessoas do mesmo sexo podem acarretar a pena de morte, apresentou uma objeção à Fifa.

Mas, em Seattle, não há dúvidas de que o Jogo do Orgulho ocorrerá conforme planejado.

“A Copa do Mundo vai chegar e passar em três semanas”, disse Hedda McLendon, do comitê organizador local da Copa do Mundo de Seattle, à Reuters. “A celebração do Orgulho... acontece neste fim de semana há mais de 50 anos."

"Ela vai acontecer neste fim de semana e continuará acontecendo muito depois da Copa do Mundo”, completou.

Alguns membros da comunidade LGBTQ da cidade tinham sentimentos contraditórios em relação aos participantes, disse Jon Cairns, de 49 anos, gerente do clube LGBTQ+ local Kremwerk.

Cairns, no entanto, afirmou que, em sua opinião, o evento oferecia uma plataforma para promover a aceitação que somente o maior evento esportivo do mundo poderia proporcionar.

“Minha reação é: vamos recebê-los”, disse ele à Reuters. “O esporte internacional é, historicamente, um dos maiores impulsionadores da mudança social e dos direitos e liberdades individuais em todo o mundo, inclusive nos EUA.”

O “Jogo do Orgulho” é “uma iniciativa da cidade-sede” e não tem relação com a Fifa, disse um porta-voz da entidade reguladora do futebol à Reuters.

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