O Congresso do estado mexicano de Sinaloa elegeu na terça-feira, 25, uma deputada governista como governadora em substituição a Rubén Rocha Moya, que se afastou do cargo no último fim de semana após críticas por ter retornado às suas funções apesar da investigação que enfrenta nos Estados Unidos por supostos vínculos com o Cartel de Sinaloa.
O partido governante Morena impôs sua maioria para nomear a deputada federal Graciela Domínguez Nava como a nova governadora interina de Sinaloa, numa tentativa de apaziguar as tensões políticas que surgiram no violento estado do norte após a saída do governista Rocha Moya.
Domínguez Nava é deputada federal do Morena por Sinaloa e ocupou entre 2021 e 2024 a Secretaria de Educação Pública e Cultura do estado durante a administração de Rocha Moya. A política, de 49 anos, deverá dirigir o estado até o próximo ano, quando haverá eleições regionais em 17 estados, incluindo Sinaloa.
Rocha Moya retornou na última sexta-feira ao governo de Sinaloa após pedir uma licença temporária de quase quatro meses, depois que a Procuradoria Geral do México abriu uma investigação contra ele e outros nove funcionários ativos e aposentados acusados de narcotráfico nos Estados Unidos, que pediu sua detenção com fins de extradição.
O retorno do político ao cargo desencadeou uma chuva de críticas de opositores e colegas de partido, entre eles a presidente Claudia Sheinbaum, que considerou sua decisão "imprudente" e disse em sua conta no X que "nenhum interesse pessoal pode estar jamais acima dos interesses do povo e da nação".
Em meio às críticas, o dirigente governista, de 77 anos, anunciou no sábado sua separação indefinida do cargo.
A procuradoria de Nova York tornou pública no final de abril uma acusação por tráfico de drogas e posse ilícita de armas contra Rocha Moya e outros nove funcionários mexicanos, entre os quais se incluem o prefeito da cidade de Culiacán - que também se afastou temporariamente do cargo -, um senador governista, um procurador e o ex-secretário de Segurança de Sinaloa, Gerardo Mérida Sánchez, que semanas depois se entregou às autoridades americanas.
Na acusação, os 10 funcionários mexicanos foram apontados por ajudar o Cartel de Sinaloa a introduzir fentanil, heroína, cocaína e metanfetamina nos Estados Unidos.
A Procuradoria Geral do México refutou o pedido de detenção dos 10 funcionários e pediu aos Estados Unidos a entrega de provas, que até o momento não se concretizou.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado).



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