CHICAGO, 15 Set (Reuters) - Os contratos futuros de soja negociados na bolsa de Chicago (CBOT) encerraram em alta nesta terça-feira, com os contratos futuros de farelo de soja avançando mais de 2% depois que um relatório mensal do setor mostrou um ritmo de esmagamento menor do que o esperado em agosto, segundo operadores.
Um salto nos preços do petróleo, associado a interrupções no abastecimento no Oriente Médio, deu apoio adicional à soja e ao milho, ambos utilizados na produção de biocombustíveis.
A soja fechou com alta de 14,50 centavos, ou 1,1%, a US$13,1875 por bushel. O milho terminou em alta de 0,5%, a US$ 5,3575 o bushel.
O contrato de farelo de soja dezembro encerrou com alta de US$9,20, ou 2,6%, a US$365,40 por tonelada. Todos os meses, exceto o mais ativo, atingiram máximas históricas durante a vigência do contrato.
A Associação Nacional de Processadores de Oleaginosas informou que seus membros moeram 205,456 milhões de bushels de soja em agosto, a menor marca em 11 meses, e que os estoques de óleo de soja caíram para o nível mais baixo desde novembro de 2024.
A estatal Conab previu a produção de soja do Brasil para a safra 2026/27 em 181,64 milhões de toneladas métricas, um aumento de 0,7% em relação ao ano anterior, mas abaixo da previsão atual do Departamento de Agricultura dos EUA para o Brasil, de 186 milhões de toneladas.
Os contratos futuros de trigo fecharam em alta, recuperando-se das quedas de segunda-feira, à medida que as esperanças de uma desescalada militar na região de exportação de grãos do Mar Negro diminuíam em meio a novos ataques à infraestrutura, segundo operadores.
Os preços tinham caído no dia anterior após um anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, de que a Ucrânia e a Rússia haviam concordado em suspender os ataques, embora nenhum dos lados tenha confirmado tal acordo.
O trigo em Chicago fechou em alta de 6,5 centavos nesta terça-feira, cotado a US$7,285 por bushel.
(Reportagem de Julie Ingwersen)



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