Por Giselda Vagnoni
ROMA, 5 Ago (Reuters) - A pequena ilha italiana de Favignana, no Mediterrâneo, espera que o sucesso de bilheteria de Christopher Nolan, “A Odisseia”, ajude a atrair mais visitantes, mas quer evitar cair na armadilha do excesso de turismo.
Lançado no mês passado, “A Odisseia” arrecadou mais de US$264 milhões em todo o mundo no fim de semana de estreia, a maior estreia da carreira de Nolan. O filme reconta a épica história de Homero sobre a jornada de Odisseu de volta para casa após a Guerra de Troia.
Favignana, a maior das Ilhas Égadas, fica a 7 km da costa oeste da Sicília e serve de cenário para Ítaca, a terra natal de Odisseu. O Castello di Santa Caterina, uma fortaleza no topo da colina mais alta de Favignana, representa o palácio do herói.
As autoridades locais querem transformar a associação com o filme de Nolan em uma atração duradoura para Favignana, que abriga cerca de 3.000 pessoas.
Com o apoio do departamento de cultura da Sicília e da Universal Pictures, uma exposição permanente poderá ser inaugurada já em outubro na antiga fábrica de processamento de atum da Florio, que serviu como sede da produção.
“A ideia é permitir que os visitantes conheçam as diferentes etapas da produção e vejam alguns dos figurinos e equipamentos usados no filme”, disse o prefeito de Favignana, Giuseppe Pagoto, à Reuters em uma entrevista.
As empresas locais apostam em uma tendência que transformou locações de filmes em pontos turísticos de destaque, assim como a longa série de TV “Inspetor Montalbano” impulsionou o turismo ao longo da costa sudeste da Sicília.
“Acreditamos que toda a região oeste da Sicília possa se tornar mais atraente para os visitantes norte-americanos graças a “A Odisseia””, disse à Reuters Giacomo Incarbona, presidente da associação local de hoteleiros.
O turismo cinematográfico é um fator em ascensão no setor de viagens. A Organização Mundial do Turismo, da ONU, estima que destinos apresentados em filmes de sucesso possam aumentar o número de visitantes em 25% a 40%, enquanto a consultoria Future Market Insights prevê que o setor possa movimentar quase US$157,5 bilhões globalmente até 2036.




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