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Taxas de juros curtas e intermediárias caem apesar das preocupações com o Oriente Médio

Reuters

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 9 Jul (Reuters) - Após subirem nas duas sessões anteriores, as taxas dos DIs com prazos curtos e intermediários fecharam a quinta-feira com baixas no Brasil, em paralelo ao enfraquecimento dos rendimentos dos Treasuries no exterior, apesar das preocupações com a guerra entre Estados Unidos e Irã.

No fim da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 14,045%, em queda de 13 pontos-base ante o ajuste de 14,171% da sessão anterior. O DI para janeiro de 2030 marcou 14,355%, com recuo de 10 pontos-base ante 14,446.

Na ponta longa da curva a termo, porém, as taxas terminaram próximas da estabilidade, com o DI para janeiro de 2023 com taxa de 14,43%, ante 14,428%.

Apesar do feriado no Estado de São Paulo nesta quinta-feira, as negociações na B3 ocorreram normalmente, incluindo no mercado de DIs, embora a liquidez tenha sido afetada.

No leilão semanal de títulos prefixados, o Tesouro vendeu nesta quinta-feira 9 milhões de Letras do Tesouro Nacional (LTN) e 1,45 milhão de Notas do Tesouro Nacional – Série F (NTN-F). Na semana passada, foram 20 milhões e 3,65 milhões, respectivamente.

No exterior, após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter declarado na véspera que o acordo provisório com o Irã “acabou”, as Forças Armadas norte-americanas lançaram novos ataques contra o país.

Já o Irã realizou ataques contra infraestruturas militares dos EUA em países vizinhos no Golfo Pérsico nesta quinta-feira, enquanto enterrava seu líder supremo assassinado, o aiatolá Ali Khamenei, no santuário mais sagrado do país, em Mashhad.

Mesmo com os ataques, os rendimentos dos títulos norte-americanos se firmaram em baixa, assim como o petróleo Brent, que retornou para a faixa dos US$75, em uma sessão de menor aversão a risco nos mercados, incluindo o brasileiro.

Em meio à alta firme do Ibovespa e à queda do dólar ante o real, as taxas dos DIs cederam, em especial no trecho curto. Na mínima do dia, às 16h, a taxa do DI para janeiro de 2028 atingiu 14,030%, em baixa de 14 pontos-base.

No noticiário local, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou pela manhã que a possível decisão do governo de eliminar a subvenção à gasolina, que seria tomada nesta semana, ficará para a semana que vem diante dos novos atritos entre EUA e Irã.

Às 16h37, o rendimento do Treasury de dez anos --referência global para decisões de investimento-- caía 2 pontos-base, a 4,545%.

(Edição de Pedro Fonseca)

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