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Taxas dos DIs fecham perto da estabilidade com exterior e eleições no foco

Reuters

Por Igor Sodre

SÃO PAULO, 24 Ago (Reuters) - As taxas dos DIs fecharam a segunda-feira próximas da estabilidade, conforme os agentes dividiram suas atenções entre o noticiário geopolítico externo, de olho nas sanções que os Estados Unidos anunciaram que iriam impor contra o Irã, e a avaliação das últimas pesquisas eleitorais.

No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 13,88%, ante o ajuste de 13,857% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 14,495%, ante o ajuste de 14,519%.

Em uma sessão de agenda econômica esvaziada, tanto localmente quanto no exterior, os agentes aguardaram os comentários do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, na busca de mais detalhes sobre as medidas que o país adotaria contra o Irã.

Entretanto, em coletiva de imprensa durante a tarde, Bessent se recusou a dizer quais países específicos serão alvo das sanções, ou quando essas sanções entrarão em vigor. O Departamento do Tesouro anunciou novas sanções contra 60 indivíduos, entidades e embarcações, mas essa lista não incluía nenhuma das instituições financeiras chinesas suspeitas de facilitar o comércio de petróleo do Irã.

Enquanto isso, no noticiário doméstico, um levantamento BTG/Nexus divulgado nesta segunda-feira mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) estão em um cenário de empate técnico, com Lula com 46% das intenções de voto no segundo turno e Flávio com 45%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

Antes da abertura dos negócios, pela manhã, pesquisa Focus apontou que a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 caiu a 1,95%, de 1,98% na semana anterior. Para 2027 a conta permaneceu em 1,50%.

A pesquisa semanal com uma centena de economistas também mostrou que a expectativa para a alta do IPCA este ano seguiu em 5,02%, mas para o próximo passou a 4,25%, de 4,24% antes. Para 2028 a projeção para a inflação também não sofreu alteração e segue em 3,80%.

Para os próximos dias, os agentes ficarão atentos aos dados de inflação e do PIB dos EUA, além do simpósio anual de Jackson Hole, do Fed, para balizar as expectativas de juros, enquanto, no mercado doméstico, cenário fiscal e eleitoral seguirão no foco.

"O comportamento do dólar e da curva de juros será especialmente importante para avaliar se a cautela externa voltará a contaminar os ativos brasileiros", disse Marcos Praça, diretor de análises da Zero Markets Brasil.

(Por Igor Sodré)

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