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Taxas dos DIs seguem Treasuries e sobem ainda sem acordo entre EUA e Irã

Reuters

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 11 Mai (Reuters) - As taxas dos DIs operavam em alta nesta manhã de segunda-feira, acompanhando o avanço dos rendimentos dos Treasuries no exterior, após Irã e EUA não terem chegado a um acordo para dar fim à guerra no Oriente Médio.

Às 10h07, a taxa dos Depósitos Interfinanceiros para janeiro de 2028 estava em 13,705%, em alta de 10 pontos-base ante o ajuste de 13,61% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 13,785%, com elevação de 7 pontos-base ante o ajuste de 13,712%.

No mesmo horário, o rendimento do Treasury de dez anos -- referência global para decisões de investimento -- subia 2 pontos-base, a 4,382%.

O Irã divulgou no domingo uma proposta para dar fim à guerra em todas as frentes, incluindo no Líbano, onde Israel combate os militantes do Hezbollah. O país incluiu na proposta uma compensação por danos de guerra e o fim do bloqueio naval dos EUA, com soberania iraniana no Estreito de Ormuz e a garantia de que não haverá novos ataques, entre outras exigências.

Sem dar detalhes, Trump classificou a proposta como “totalmente inaceitável”, mantendo o impasse sobre a guerra.

Em reação, o petróleo Brent voltou a subir nesta segunda-feira, para perto dos US$104 o barril, reforçando a percepção de que a continuidade da guerra terá impactos inflacionários relevantes ao redor do mundo.

Os rendimentos dos Treasuries subiam nos EUA, assim como as taxas dos DIs no Brasil, onde investidores seguem cautelosos sobre o ciclo de cortes da taxa básica Selic nos próximos meses.  

Na quinta-feira -- dado consolidado mais recente -- as opções de Copom negociadas na B3 precificavam 64% de probabilidade de novo corte de 25 pontos-base da Selic em junho, contra 24,5% de chance de manutenção da taxa básica em 14,50% e 10,5% de possibilidade de redução de 50 pontos-base.

Um mês antes, em 7 de abril, os percentuais eram de 32,5% para corte de 25 pontos-base, 29,5% para manutenção e 28% para redução de 50 pontos-base. 

No relatório Focus divulgado nesta segunda-feira, a mediana das projeções para a Selic no fim de 2026 seguiu em 13,00%, mas para o encerramento de 2027 passou de 11,00% para 11,25%, com os economistas do mercado vendo um espaço menor para cortes em meio à continuidade da guerra no Oriente Médio e seus impactos inflacionários.    

A projeção mediana para a inflação em 2026 no Focus passou de 4,89% para 4,91% e em 2027 seguiu em 4,00% -- em ambos os casos acima do centro da meta perseguida pelo Banco Central, de 3%. 

(Edição de Pedro Fonseca)

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