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Técnico da Turquia lamenta eliminação precoce, mas diz que jogadores tiveram "coração e alma"

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Técnico da Turquia lamenta eliminação precoce, mas diz que jogadores tiveram "coração e alma"
Técnico da Turquia lamenta eliminação precoce, mas diz que jogadores tiveram "coração e alma"

Por Ian Ransom

SANTA CLARA, Califórnia, 19 de junho (Reuters) - O técnico da Turquia, Vincenzo Montella, disse estar chocado com a eliminação da sua seleção na Copa do Mundo nas mãos do Paraguai na madrugada deste sábado, mas não quis criticar os jogadores após mais uma noite infrutífera diante do gol.

A Turquia não conseguiu superar os sul-americanos, que terminaram a partida com dez jogadores, e perdeu por 1 x 0 apesar de 32 finalizações. Acabou sendo eliminada com uma partida ainda por disputar.

“Criamos as oportunidades, mas, de alguma forma, a bola não entrou”, disse o italiano Montella aos repórteres.

“O outro time aproveitou a oportunidade e marcou."

"É realmente chocante dizer adeus à Copa do Mundo depois de apenas duas partidas.”

O Paraguai marcou o gol mais rápido do torneio até agora, quando Matías Galarza chutou forte de longa distância aos 64 segundos.

A Turquia, amplamente cotada para disputar a liderança do Grupo D com os EUA, também desperdiçou muitas chances em sua primeira partida contra a Austrália, perdendo por 2 x 0 apesar de ter desferido 30 chutes e dominado a posse de bola.

“Certamente poderíamos ter sido mais precisos, mas não me sinto em posição de culpar os jogadores”, disse Montella.

“Amo esses jogadores ainda mais do que antes, porque eles tiveram coração e alma."

“O futebol não é lógico. É isso que o torna o esporte mais bonito do mundo.”

Foi uma noite amarga para os torcedores da Turquia, 24 anos após sua última participação na Copa do Mundo, quando chegaram às semifinais de 2002 no Japão e na Coreia do Sul.

Montella disse que a Turquia precisa se classificar com mais regularidade para grandes torneios.

“Talvez, mesmo que inconscientemente, a pressão de disputar um grande torneio após uma ausência tão longa tenha nos afetado”, disse.

“Precisamos desenvolver o hábito de participar de grandes torneios. Acredito que as coisas vão melhorar a partir daí.”

(Reportagem de Ian Ransom)

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