Por Luciana Magalhaes e Leticia Fucuchima
SÃO PAULO, 8 Abr (Reuters) - A Tecto Data Centers, apoiada por fundos do BTG Pactual, planeja investir US$2 bilhões até 2028, com a construção de cinco novos data centers, informou a empresa à Reuters, somando-se a uma onda de novos empreendimentos do tipo na maior economia da América Latina.
O Brasil vem trabalhando para se posicionar como um polo global de grandes data centers, aproveitando energia renovável barata e abundante e recursos hídricos para atrair grandes investimentos de empresas dos Estados Unidos e do TikTok, da China.
Enquanto o governo brasileiro luta para reativar um programa de incentivo fiscal ao setor chamado Redata, o diretor de receita da Tecto, Tito Costa, afirmou que a iniciativa seria útil, mas não essencial para os planos de investimento da empresa.
Segundo ele, parte do plano de negócios da Tecto é oferecer serviços corporativos, atuando no segmento chamado de "enterprise", em regiões inexploradas do Brasil.
"Hoje, na maior parte das vezes, as empresas são obrigadas a se deslocar para São Paulo ou Rio de Janeiro, que são os maiores eixos de data center no país, para fazer uso de altíssima qualidade de data center. Essa é uma variável que vemos com muito bons olhos para explorar e justificar um pouco desses investimentos fora do eixo de São Paulo", disse Costa.
Entre os planos da empresa, estão um data center com capacidade de 20 megawatts (MW) em Porto Alegre (RS), além de uma unidade de 200 MW em Santana do Parnaíba, na região metropolitana de São Paulo.
Esses novos data centers, além de outros três que ainda serão anunciados, vão se juntar a um portfólio de sete instalações já em operação, em locais que vão do Rio de Janeiro a Fortaleza, na costa do Brasil, e Barranquilla, no litoral da Colômbia.
Os novos investimentos ocorrem depois de a Tecto ter sido separada, no ano passado, da V.Tal, empresa de infraestrutura de telecomunicações e também apoiada por fundos da BTG, que opera 26.000 quilômetros de cabos submarinos e 450.000 quilômetros de rede terrestre.
(Por Luciana Magalhes e Letícia Fucuchima)



