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Tentativa de se segurar da Inglaterra foi destruída por aula magistral da Argentina

Reuters

ATLANTA, 15 de julho (Reuters) - A arte de “fechar a casinha” e defender uma vantagem está longe de estar plenamente dominada, como a Copa do Mundo demonstrou claramente, e a Inglaterra pagou um preço alto por recuar após abrir o placar na semifinal desta quarta-feira contra a Argentina.

O gol de Anthony Gordon aos 10 minutos do segundo tempo colocou a Inglaterra a caminho de uma vaga na final, mas, como outras seleções antes dela neste torneio, foi derrotada pela capacidade da Argentina, que acabou vencendo por 2 x 1, de conjurar uma virada improvável.

Em Atlanta, há uma semana, a atual campeã havia se recuperado de uma desvantagem de 2 x 0 a 11 minutos do fim contra o Egito nas oitavas de final e garantiu sua vaga na decisão com mais uma reviravolta dramática.

Não é que a Argentina escapou de uma situação difícil. Foi mais uma reação furiosa em uma partida de alta tensão, com os jogadores pilhados e um clima eletrizante no estádio.

As críticas se voltaram para as substituições feitas pelo técnico da Inglaterra, Thomas Tuchel, que acabaram se provando equivocadas, mas mesmo se a equipe do alemão tivesse tido as melhores intenções ofensivas e buscado um segundo gol, pode ser impossível resistir quando Lionel Messi começa a ditar o ritmo.

“Não tive a sensação de que uma substituição ofensiva ajudaria”, disse Tuchel. “Em vez disso, mantivemos nosso 4-4-2, mas ficamos passivos, concedendo muitas chances e não conseguimos transformar a posse de bola a nosso favor.”

INGLATERRA TINHA MESSI SOB CONTROLE

A Inglaterra havia feito um bom trabalho de conter Messi durante a primeira hora da partida, com Elliot Anderson marcando-o de perto o tempo todo e outros jogadores fechando qualquer espaço que ele conseguisse criar no meio-campo.

Quando o craque de 39 anos se deslocou para a ponta direita, pode ter havido sorrisos de satisfação por seu suposto exílio da partida, mas isso só serviu para abrir mais um caminho para a Argentina iniciar sua reação.

Messi começou a lançar cruzamentos perigosos.

A cabeçada de Nico González foi defendida com maestria por Jordan Pickford, e Alexis Mac Allister acertou a trave com tanta força que a bola ricocheteou quase para fora da área.

A defesa da Inglaterra estava em desordem e parecia apenas uma questão de tempo até que fosse vencida.

O gol de empate aos 40 minutos do segundo tempo, porém, não foi de perto, mas um chute de fora da área de Enzo Fernández que um exausto Jude Bellingham não conseguiu bloquear.

Messi havia dado assistência para Fernández com um passe pela lateral e, quando o jogo entrou nos nove minutos de acréscimos, veio o golpe de misericórdia. Messi cruzou com maestria mais uma vez e Lautaro Martínez mandou a bola para o fundo da rede de cabeça.

A Inglaterra teve 12% de posse de bola desde o momento em que Gordon abriu o placar até o gol da vitória de Martínez, 38 minutos depois.

“Ele (Tuchel) jogou suas cartas muito cedo, na esperança de segurar o resultado”, disse o ex-atacante da Inglaterra Alan Shearer. “E isso saiu pela culatra. Mas a Argentina é campeã mundial por um motivo: não se trata apenas de habilidade, mas de sabedoria e atitude quando as coisas estão indo contra você.”

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