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Terremoto de 7,4 atinge o Japão e gera alerta de tsunami de três metros

Terremoto de 7,4 atinge o Japão e gera alerta de tsunami de três metros
Foto: Reprodução/X

Um forte terremoto de magnitude 7,4 atingiu a costa nordeste do Japão nesta segunda-feira (20), provocando alertas de tsunami com ondas que podem chegar a três metros. O abalo ocorreu pouco antes das 17h (horário local) no Oceano Pacífico, ao largo da província de Iwate, e foi sentido intensamente em Tóquio, onde edifícios chegaram a balançar. Em resposta imediata, o governo da primeira-ministra Sanae Takaichi mobilizou uma equipe de gestão de crise para monitorar a situação e coordenar as ações de emergência.

A Agência Meteorológica do Japão (JMA) ordenou a evacuação imediata das regiões costeiras e áreas próximas a rios, orientando a população a buscar terrenos elevados. Cidades portuárias como Otsuchi e Kamaishi já iniciaram a retirada de milhares de moradores. Até o momento, uma onda de aproximadamente 80 centímetros foi registrada no porto de Kuji, cerca de 41 minutos após o tremor principal, mas as autoridades alertam que novas ondas podem atingir a costa repetidamente nas próximas horas.

Apesar da violência do tremor, o secretário-chefe do gabinete, Minoru Kihara, informou em coletiva que não houve confirmação de vítimas ou danos estruturais significativos até o início da noite. As avançadas estruturas antissísmicas do país foram fundamentais para absorver a energia do impacto. No entanto, o clima é de cautela extrema: a JMA alertou para a possibilidade de réplicas ainda mais poderosas, com magnitude igual ou superior a 8,0, o que manteria o risco de tsunamis de grande porte elevado.

O Japão, localizado no "Círculo de Fogo do Pacífico", é uma das zonas sismicamente mais ativas do planeta, registrando cerca de 1.500 tremores anualmente. O evento desta segunda-feira traz à memória o trauma de 2011, quando um terremoto de magnitude 9,0 gerou um tsunami devastador e o desastre nuclear de Fukushima. Por precaução, as autoridades reiteram que ninguém deve abandonar as zonas seguras até que todos os alertas de perigo sejam oficialmente suspensos.

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