Por Vitalii Yalahuzian
ATLANTA, 27 de junho (Reuters) - Michel Kuka Mboladinga, torcedor fanático da República Democrática do Congo, não poderá assistir ao importante confronto da Copa do Mundo contra o Uzbequistão, neste sábado, porque não obteve o visto para os Estados Unidos.
Mboladinga ficou famoso durante a Copa Africana de Nações, em Marrocos, no início deste ano.
Ele se destacou nas arquibancadas por permanecer imóvel durante todas as partidas da RD Congo, em homenagem ao primeiro primeiro-ministro do país, Patrice Lumumba, uma figura reverenciada na nação após ter sido executado por um pelotão de fuzilamento em 1961.
Mboladinga tem uma semelhança notável com Lumumba e usa ternos com as cores de seu país.
Mas, depois de torcer pelos congoleses em sua última partida no México, ele não estará em Atlanta para o jogo decisivo, no qual a equipe tentará avançar aos 16 avos de final.
A embaixadora congolesa em Washington, Kapinga Yvette Ngandu, disse à Reuters que espera que ele consiga um visto caso a República Democrática do Congo avance para o mata-mata da Copa do Mundo.
“Espero que ele traga seu jeito único de torcer pela seleção”, disse neste sábado.
Apelidado de “Lumumba Vea” por causa de sua homenagem, Mboladinga levanta o braço para fazer uma pose semelhante à de Lumumba em uma estátua do ex-primeiro-ministro na capital, Kinshasa.
Em nítido contraste com os torcedores que cantam e comemoram ao seu redor, Mboladinga permanece imóvel durante toda a partida.
Seu jeito único de torcer lhe rendeu notoriedade mundial. Quando voltou de Marrocos em janeiro, ganhou um jipe de presente do governo congolês.
Mboladinga estava nas arquibancadas durante a última partida da RD Congo contra a Colômbia, em Guadalajara, que a equipe perdeu por 1 x 0 na última terça-feira, após chegar atrasado à Copa do Mundo.
A chegada de Mboladinga foi adiada devido às restrições impostas aos viajantes da República Democrática do Congo por causa do surto de Ebola no país.
O número de casos confirmados de Ebola na República Democrática do Congo subiu para 1.203, incluindo 321 mortes, segundo dados divulgados pelo governo na sexta-feira.
(Reportagem de Vitalii Yalahuzian; Reportagem adicional de Christophe Van Der Perre; )



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