Um tribunal da Alemanha rejeitou, nesta terça-feira, 27, um pedido da defesa para encerrar o julgamento de Serhii Kuznietsov, um ex-oficial do exército ucraniano, acusado de causar danos aos gasodutos Nord Stream - construídos para transportar gás russo para a Europa Ocidental - por meio de explosões ocorridas há quatro anos.
Kuznietsov, de 50 anos, começou a ser julgado no tribunal estadual de Hamburgo em 14 de outubro. Ele enfrenta acusações de causar explosão, dano ao patrimônio, interrupção de serviço público e de ser "cúmplice em crimes de guerra" por atacar infraestrutura civil. Segundo as alegações, ele teria sido o mentor do ataque aos gasodutos Nord Stream, considerado um dos maiores atos de sabotagem na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
Seus advogados apresentaram prontamente um pedido para que as acusações fossem arquivadas. Argumentaram que, como Kuznietsov ainda é um militar na ativa, a legislação ucraniana o obriga a manter sigilo por questões de segurança nacional; sustentaram, ainda, que, sob a lei alemã, uma pessoa que não pode prestar depoimento não pode ser condenada.
O tribunal rejeitou o pedido na terça-feira, durante o segundo dia de audiências. A corte declarou que a defesa do réu não sofre restrições segundo a lei alemã e que a liberdade de depor na Alemanha não é limitada pelas condições de serviço impostas por um país estrangeiro.
As explosões submarinas, ocorridas em 26 de setembro de 2022, romperam o gasoduto Nord Stream 1 - que era a principal rota de fornecimento de gás natural da Rússia para a Alemanha até que Moscou interrompesse o abastecimento em agosto de 2022, meses após o início da invasão em larga escala da Ucrânia. As explosões também danificaram o Nord Stream 2, que nunca chegou a entrar em operação, uma vez que a Alemanha suspendeu seu processo de certificação pouco antes da invasão russa à Ucrânia.
O suspeito teria organizado e executado a detonação de pelo menos quatro bombas, com pesos entre 14 e 27 quilos, a uma profundidade de 70 a 80 metros, nas proximidades da ilha dinamarquesa de Bornholm. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, negou as alegações de que seu país esteve envolvido nas explosões nos gasodutos.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado).
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