O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em entrevista ao Politico que acredita na queda do regime em Cuba, defendeu o papel de Washington na definição da liderança futura do Irã e voltou a demonstrar frustração com o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski.
Durante a entrevista, Trump previu que o governo cubano pode entrar em colapso em meio à crescente instabilidade na ilha e disse que a pressão econômica dos EUA tem papel central nesse processo. "Cuba vai cair também", afirmou. Segundo ele, Washington cortou fluxos vitais de recursos ao país ao interromper o fornecimento de petróleo venezuelano. "Cortamos todo o petróleo, todo o dinheiro. Tudo que vinha da Venezuela, que era a única fonte", disse.
O presidente acrescentou que os EUA mantêm diálogo com a liderança comunista cubana diante da crise interna. "Eles precisam de ajuda. Estamos conversando com Cuba", afirmou ao Politico , sugerindo que o agravamento da situação na ilha é consequência direta da pressão americana.
Sobre o conflito com o Irã, Trump indicou que os EUA pretendem ter influência significativa no cenário político pós-guerra na escolha do próximo líder do país. "Vou ter um grande impacto, ou então não haverá acordo", disse. Segundo ele, Washington trabalhará "com o povo e com o regime" para garantir que o próximo líder iraniano possa "reconstruir o Irã sem armas nucleares".
O presidente também afirmou que as capacidades militares iranianas foram amplamente destruídas e minimizou preocupações sobre o impacto do conflito na política doméstica americana. "As pessoas estão adorando o que está acontecendo", declarou.
Em relação à guerra na Ucrânia, Trump voltou a pressionar Zelenski a avançar em negociações. "Zelenski precisa se mexer e fechar um acordo", disse. Ao mesmo tempo, afirmou acreditar que o presidente russo, Vladimir Putin, estaria disposto a negociar o fim do conflito. "Acho que Putin está pronto para fazer um acordo", acrescentou.

