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Trump e Casa Branca mudam versões sobre demissão no FBI

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WASHINGTON - Desde a divulgação bombástica da demissão do diretor do FBI, James Comey, o presidente Donald Trump e a Casa Branca mudaram várias vezes de versões e mostraram descompasso ao explicar os meandros do caso. Entenda o que cada um disse.

Terça, dia 9: “Foi tudo ele, ninguém da Casa Branca. Foi uma decisão do Departamento de Justiça”, disse o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, atribuindo a ideia do memorando feito para o caso ao vice-procurador-geral Rod Rosenstein.

Quarta, dia 10: “Ele (Trump) teve uma conversa com o vice-procurador-geral na segunda-feira quando vieram expressar suas preocupações.O presidente pediu que eles colocassem essas preocupações e sua recomendação por escrito, que é a carta que vocês receberam”, disse a porta-voz adjunta da Casa Branca, Sarah Huckabee Sanders, descrevendo as instruções do presidente ao procurador-geral Jeff Sessions e Rosenstein.

Quarta, dia 10: “As pessoas do Departamento de Justiça fizeram uma recomendação muito forte, o presidente a seguiu e ele tomou uma decisão rápida e decisiva de demitir James Comey. Ele levou a recomendação a sério e se decidiu baseado nisso”, disse Sarah Sanders em entrevista à MSNBC.

Quinta, dia 11: “Eu ia demiti-lo, independentemente da recomendação... Ele (o vice-procurador-geral Rod Rosenstein) fez uma recomendação, é altamente respeitado, um bom homem, muito inteligente, os democratas e os republicanos gostam dele. Ele fez uma recomendação, mas independentemente da recomendação, eu iria demitir Comey”, disse Trump em entrevista a Lester Holt, da NBC.

Quarta, dia 10: “Não”, disse Sarah Sanders, ao ser perguntada se o presidente já tinha decidido demitir Comey na segunda-feira quando pedira o memorando ao vice-procurador-geral Rosenstein.

Quinta, dia 11: “Ele (Trump) já havia tomado essa decisão, pensava nisso havia meses, o que eu disse ontem e disse muitas vezes desde... a recomendação que acho que ele recebeu do vice-procurador-geral só solidificou ainda mais sua decisão e, novamente, acredito, reafirmou que ele tomou o caminho certo”, disse Sarah Sanders na coletiva na Casa Branca.

Terça, dia 9: “Isso não tem nada a ver com a Rússia”, disse a conselheira da Casa Branca, Kellyanne Conway, à CNN.

Quinta, dia 11: “Queremos que isso chegue a uma conclusão, queremos que isso chegue a uma conclusão com integridade”, disse a porta-voz adjunta Sarah Sanders sobre o inquérito da Rússia. “E nós imaginamos que realmente, removendo o diretor Comey, tomamos medidas para fazer com que isso aconteça.”

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