O tiroteio ocorrido perto da Casa Branca neste sábado, 23, acontece menos de um mês após um homem armado invadir um hotel que sediava o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, em 25 de abril, com a presença de Donald Trump. Trata-se da quarta vez que o presidente americano é envolvido nesse tipo de situação. Trump estava dentro da Casa Branca no momento do tiroteio.
Durante a campanha de 2024, ele sobreviveu a duas tentativas de assassinato. Em 13 de julho daquele ano, Trump se tornou o primeiro presidente ou ex-presidente dos EUA a sofrer uma tentativa de assassinato desde 1981, quando uma bala lhe arranhou a orelha enquanto ele discursava em Butler.
O atirador de 20 anos conseguiu disparar vários tiros contra Trump antes que o Serviço Secreto revidasse e matasse o atirador. Mas o fato de ele ter chegado tão perto de matar Trump gerou exigências imediatas por mudanças no Serviço Secreto. A competência da agência foi colocada em questão.
Em 15 de setembro de 2024, um homem armado com um rifle se escondeu entre os arbustos do Trump International Golf Club, em West Palm Beach, planejando atirar em Trump. O suspeito, Ryan Routh, foi condenado por tentativa de assassinato e sentenciado à prisão perpétua.
Em abril deste ano, um atirador correu em direção ao salão de baile onde Trump jantava com centenas de jornalistas, autoridades governamentais e convidados. O atirador foi detido perto da área de segurança do hotel por agentes e preso.
Um agente do Serviço Secreto foi atingido por um tiro e levado ao hospital, mas estava com colete à prova de balas e não se machucou.
Desta vez, ao menos duas pessoas ficaram feridas, incluindo um suspeito, segundo informações da rede norte-americana CBS News. A Fox News informou que ele teria disparado três vezes e, em seguida, sido atingido por agentes do serviço secreto. O atirador foi levado a um hospital, mas ainda não foi identificado, segundo a Reuters.
Jornalistas que trabalhavam no local neste sábado relataram ter ouvido uma sequência de tiros (estima-se de 15 a 30, segundo a CBS) e foram instruídos a buscar abrigo na sala de coletivas (press briefing room), onde agentes do Serviço Secreto dos EUA impediram a saída de qualquer pessoa.



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