O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (20) que o cessar-fogo com o Irã deve expirar na noite da próxima quarta-feira (22). Em entrevista por telefone à agência Bloomberg, o líder americano demonstrou ceticismo quanto à continuidade da trégua, que está em vigor desde o dia 7 de abril. Ao ser questionado sobre a possibilidade de manter a suspensão das hostilidades, Trump foi enfático: “É altamente improvável que eu o estenda”, afirmou, condicionando qualquer mudança à assinatura de um acordo definitivo.
A postura de Washington sinaliza uma pressão estratégica sobre Teerã para destravar os impasses nas negociações que tentam encerrar o conflito iniciado em fevereiro. Trump ressaltou que não pretende ceder às pressões diplomáticas para aceitar termos desfavoráveis apenas para manter a paz temporária. “Não vou me precipitar em fechar um mau acordo. Temos todo o tempo do mundo”, declarou o presidente, indicando que a Casa Branca está disposta a sustentar a tensão política pelo tempo que julgar necessário.
A expiração do prazo coloca a região em alerta máximo para a retomada de combates diretos caso as divergências entre as duas potências não sejam sanadas em 48 horas. Indagado se previa o reinício imediato dos confrontos armados na ausência de um consenso, o mandatário confirmou a disposição militar de seu governo. “Se não houver acordo, certamente esperaria que sim”, respondeu Trump, reforçando o tom beligerante que tem marcado sua gestão diante das recentes ameaças iranianas a navios cargueiros.
Apesar da escalada retórica, o presidente aproveitou para se distanciar de pressões externas sobre o comando das forças armadas americanas, negando que a postura atual seja influenciada por aliados regionais. Em uma tentativa de reafirmar a autonomia de sua política externa, Trump declarou que “Israel nunca me convenceu a entrar em guerra com o Irã”, mantendo o foco das negociações centradas nas demandas diretas de Washington e no impasse sobre os pontos críticos que ainda travam um desfecho diplomático no Oriente Médio.



