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Trump minimiza reportagem de que entidades chinesas teriam ajudado Irã antes de ataque que matou soldados dos EUA

Reuters
Trump minimiza reportagem de que entidades chinesas teriam ajudado Irã antes de ataque que matou soldados dos EUA
Trump minimiza reportagem de que entidades chinesas teriam ajudado Irã antes de ataque que matou soldados dos EUA

A BORDO DO AIR FORCE ONE, 14 Set (Reuters) - O presidente dos EUA, Donald Trump, minimizou no domingo uma reportagem segundo a qual o Irã teria obtido imagens de satélite de uma base na Jordânia por meio de entidades chinesas antes de um ataque que matou três soldados norte-americanos no local, em julho.

De acordo com reportagem recente do Wall Street Journal, autoridades dos EUA não identificadas falaram a respeito do ataque na Jordânia. Questionado se abordaria o assunto em uma próxima reunião com o presidente chinês Xi Jinping, Trump não respondeu diretamente e, em vez disso, equiparou as atividades de vigilância da China e dos Estados Unidos.

“Eles basicamente fazem o que nós fazemos”, disse ele a repórteres a bordo do Air Force One. “Quando dizem que a China nos espiona, eu digo: ‘Vocês estão certos, e nós também os espionamos’.”

Os presidentes da China e dos Estados Unidos devem se encontrar nos Estados Unidos em 24 de setembro, embora a China ainda não tenha confirmado oficialmente que a reunião ocorrerá.

No domingo, Trump reiterou sua opinião de que mantém um bom relacionamento com Xi.

“Acho que ele tem se comportado razoavelmente bem, e nós também nos comportamos razoavelmente bem”, disse Trump ao voltar para os Estados Unidos após uma viagem de fim de semana à Irlanda.

A reportagem do Wall Street Journal, que a Reuters não conseguiu verificar imediatamente, informou que as autoridades norte-americanas se recusaram a identificar as entidades chinesas que forneceram as imagens ao Irã e não alegaram envolvimento direto de Pequim.

Nesta segunda-feira, a China afirmou ter cumprido de forma consistente e rigorosa suas obrigações internacionais, sem dar mais detalhes. “Nos opomos firmemente a suspeitas infundadas e acusações feitas sem provas”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, em uma coletiva de imprensa, quando questionado sobre o assunto.

Os comentários de Trump pareceram consistentes com os esforços recentes do governo para minimizar as tensões generalizadas entre Washington e Pequim, apesar da frustração dos EUA com os laços estreitos de Pequim com Teerã.

Pelo menos 18 militares norte-americanos foram mortos desde o início da guerra entre EUA, Israel e o Irã, no final de fevereiro.

(Reportagem de Bo Erickson e David Brunnstrom; Reportagem adicional de Joe Cash, em Pequim)

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