Por Nandita Bose e Patricia Zengerle
WASHINGTON, 28 Abr (Reuters) - O rei britânico Charles chegou à Casa Branca na terça-feira para uma reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como parte de uma visita de Estado com o objetivo de enfatizar a unidade entre os dois aliados de longa data, apesar das profundas divisões sobre a guerra do Irã.
Charles e a rainha Camilla foram recebidos pelo presidente e pela primeira-dama Melania Trump em uma visita matinal à mansão presidencial, enquanto centenas de convidados estavam no Gramado Sul com o Monumento a Washington à distância. Os canhões dispararam, cobrindo temporariamente grande parte do local com fumaça, enquanto o hino nacional dos EUA era tocado.
"Que belo dia britânico é este", disse Trump aos presentes sob um céu nublado de abril, para a diversão dos convidados britânicos.
O casal real está em uma visita de Estado de quatro dias aos EUA visando destacar os laços entre o Reino Unido e sua ex-colônia ao longo dos 250 anos desde a independência norte-americana, uma associação conhecida nas últimas décadas como "relação especial".
Em seus comentários, Trump se referiu ao rei como "um homem muito elegante" e brincou que sua mãe "tinha uma queda por Charles".
TRUMP SOBRE "FERIDAS DE GUERRA"
Mas ele também enfatizou os laços de amizade que se desenvolveram entre britânicos e norte-americanos desde seus dias como adversários durante a Guerra da Independência e as "feridas de guerra" que ela causou.
"Pense naquela guerra difícil de muito tempo atrás e, ainda assim, essas feridas de fato se curaram e se transformaram na mais querida das amizades", disse Trump.
"Os soldados que antes se chamavam Casacos Vermelhos e Yankees se tornaram os Tommies e os GIs que juntos salvaram o mundo livre como irmãos de armas e irmãos na eternidade", acrescentou o presidente em uma referência à Segunda Guerra Mundial.
Após a visita à Casa Branca, o rei ressaltaria a união entre EUA e Reino Unido em um raro discurso ao Congresso.
Charles evitará a disputa política entre Trump e o primeiro-ministro britânico Keir Starmer, mas destacará os valores compartilhados por seus países, como o dever de promover a paz, a compaixão e a democracia, ao mesmo tempo em que protegem o meio ambiente e a liberdade religiosa.



