O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rompeu publicamente com influenciadores ligados ao movimento Maga após críticas à sua postura em relação à guerra no Irã. Em publicação na rede social Truth Social, nesta quinta-feira, 9, Trump atacou Tucker Carlson, Megyn Kelly, Candace Owens e Alex Jones.
"Eu sei por que Tucker Carlson, Megyn Kelly, Candace Owens e Alex Jones vêm me atacando há anos, especialmente pelo fato de acharem maravilhoso que o Irã, o principal estado patrocinador do terrorismo, tenha uma arma nuclear, porque eles têm uma coisa em comum: QI baixo. São pessoas estúpidas, sabem disso, suas famílias sabem disso e todo mundo também sabe!", escreveu.
Na mesma publicação, Trump afirmou que os influenciadores não representam o movimento que o elegeu. "Esses supostos especialistas são PERDEDORES, e sempre serão! [ ] Eles não são MAGA, são perdedores, apenas tentando se agarrar ao MAGA", disse.
O presidente também fez ataques pessoais ao sugerir que Tucker Carlson deveria "consultar um bom psiquiatra".
Em outro trecho, ao comentar críticas feitas por Candace Owens sobre a esposa do presidente Emmanuel Macron, Brigitte, Trump disse esperar que a primeira-dama "ganhe muito dinheiro no processo judicial em andamento" e afirmou que ela "é uma mulher muito mais bonita do que Candace; na verdade, nem chega a ser comparação!". A influenciadora conservadora foi denunciada por difamação pelos franceses depois que ela afirmou que Brigitte seria homem.
Trump ainda acusou eles de buscarem visibilidade com "podcasts de terceira categoria" e afirmou que não atende mais suas ligações. "Como presidente, eu poderia colocá-los do meu lado quando quisesse, mas quando ligam, não retorno as ligações porque estou muito ocupado com assuntos mundiais e do país", declarou.
O republicano também reforçou que o movimento Maga estaria alinhado à sua posição em relação ao Irã. "O MAGA tem a ver com VITÓRIA e FORÇA para impedir que o Irã tenha armas nucleares", escreveu.
A reação ocorre em meio a divisões dentro da base conservadora nos Estados Unidos sobre a atuação do país no conflito no Oriente Médio, com parte de influenciadores e aliados criticando o envolvimento militar.



