A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, visitou Kiev nesta quarta-feira (15) para marcar o Dia do Estado Ucraniano, data que celebra a autodeterminação do país, e prometeu manter o apoio militar e financeiro da União Europeia enquanto a Ucrânia resiste à invasão russa em grande escala, que já dura quatro anos.
A soberania ucraniana está sob ameaça desde 2014, quando forças russas ocuparam a Crimeia e Moscou anexou ilegalmente a península. Oito anos depois, em fevereiro de 2022, veio a invasão total. O Dia do Estado Ucraniano é feriado nacional.
A guerra matou milhares de soldados e civis, forçou milhões a deixarem suas casas, reduziu cidades ucranianas a escombros e alimentou temores de que o confronto possa evoluir para um conflito aberto entre a Rússia e a Otan, cujos países-membros têm apoiado Kiev. Não há, por ora, perspectiva de um acordo de paz.
Também era esperada em Kiev, nesta quarta-feira, a presença de autoridades de alto escalão de países do sudeste da Europa para uma reunião periódica dedicada à segurança do Mar Negro e da região. O encontro do ano passado, em Odessa, no sul da Ucrânia, reafirmou o apoio desses países à soberania e à integridade territorial ucranianas.
O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, obteve recentemente promessas importantes de apoio adicional, inclusive do Grupo dos Sete (G7), que reúne as principais economias industrializadas, e da chamada Coalizão dos Dispostos.
Von der Leyen, principal autoridade do executivo da União Europeia, disse que esta foi sua 11ª visita à capital ucraniana desde o início da guerra. A Europa acompanha atentamente as intenções mais amplas da Rússia no continente e já destinou bilhões de euros à Ucrânia, além de oferecer apoio diplomático.
Segundo ela, serão anunciadas novas medidas para integrar as indústrias de defesa europeia e ucraniana, além de ajuda adicional para preparar as defesas aéreas do país para o próximo inverno, quando a Rússia costuma tentar derrubar o sistema elétrico ucraniano.
A visita ocorre em meio a avaliações de autoridades ocidentais e analistas de que ataques ucranianos com drones e mísseis, cada vez mais frequentes e precisos, vêm atingindo alvos de alto perfil em território russo, afetando as linhas de suprimento do Exército e provocando escassez de combustível entre civis.
"É um momento especial", disse Von der Leyen sobre a visita em uma rede social. "A Ucrânia construiu um forte impulso militar. A maré está virando."
Autoridades ucranianas disseram nesta quarta-feira que ao menos oito civis morreram e outros 11 ficaram feridos em ataques aéreos russos.
Forças russas lançaram seis potentes bombas planadoras, mirando principalmente infraestrutura na região de Sumy, no norte da Ucrânia, matando três pessoas e ferindo sete, segundo o chefe da administração militar regional, Oleh Hryhorov.
Outras três pessoas morreram e três ficaram feridas em um ataque russo a Odessa, de acordo com o chefe da administração militar da cidade, Serhii Lysak.
Na região de Chernihiv, também no norte do país, ataques de drones russos mataram duas pessoas e feriram gravemente um jovem de 18 anos, segundo o chefe da administração militar regional, Viacheslav Chaus.
Em Moscou, o Ministério da Defesa da Rússia afirmou que suas defesas aéreas interceptaram durante a noite 93 drones ucranianos sobre várias regiões russas, além da Crimeia e dos mares de Azov e Negro. Fonte: Associated Press.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast , sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.



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