O Ministério da Saúde da África do Sul confirmou, nesta quarta-feira (6), que a infecção identificada em passageiros do navio de cruzeiro MV Hondius pertence à cepa andina do hantavírus. Esta variante é a única entre as 38 conhecidas com capacidade comprovada de transmissão entre seres humanos.
Diferente das variantes europeias, transmitidas por fezes de roedores, a variante andina permite o contágio direto entre pessoas em situações de contato próximo. Apesar disso, as autoridades suíças consideram o risco para a população geral baixo e a ocorrência de novos casos improvável.
Situação das Vítimas e Casos Confirmados
Vítimas fatais: A Organização Mundial da Saúde (OMS) registrou três mortes — um casal holandês e uma mulher alemã. Outro passageiro morreu após ser transferido para Joanesburgo.
Caso na Suíça: Um homem está hospitalizado em Zurique com diagnóstico confirmado da variante andina após retornar de uma viagem à América do Sul no fim de abril.
Isolamento: Na Suíça, o paciente e sua esposa (ainda sem sintomas) foram isolados para evitar a propagação do vírus.
O Navio e as Operações Internacionais
Foco de Infecção: O navio abriga 88 passageiros e 59 tripulantes de 23 nacionalidades.
Rota: A embarcação partiu de Ushuaia, na Argentina, em 1º de abril, com destino ao arquipélago de Cabo Verde.
Cabo Verde: Uma operação está em curso para evacuar três infectados para a capital, Praia.
Impasse na Espanha: O governo das Ilhas Canárias manifestou oposição ao atracamento do navio em Tenerife, apesar de indicações anteriores da OMS de que a embarcação seguiria para um porto espanhol.
A situação do navio MV Hondius permanece em um impasse diplomático e sanitário internacional. Enquanto a Espanha se recusa a receber a embarcação nas Ilhas Canárias, Cabo Verde realiza a evacuação de infectados e a África do Sul monitora os pacientes transferidos para Joanesburgo.
A confirmação da cepa andina acende um alerta global por ser a única variante do hantavírus capaz de ser transmitida de pessoa para pessoa. No momento, as autoridades de saúde dos países envolvidos, juntamente com a OMS, concentram esforços no isolamento dos casos confirmados e no rastreamento de contatos para impedir que o surto se transforme em uma propagação comunitária fora do ambiente controlado do cruzeiro.



