PARIS — Os franceses reagiram com raiva e indignação ao ato de vandalismo contra o túmulo do general Charles de Gaulle, líder das forças da França Livre durante a Segunda Guerra Mundial e presidente do país entre 1959 e 1969. Em comunicado divulgado neste domingo, o atual presidente francês, Emmanuel Macron, pediu que a sepultura seja reparada rapidamente e ressaltou que a memória de de Gaulle é “querida por todo o povo francês”.
Na noite de sábado, um homem aparentando cerca de 30 anos foi filmado pelas câmeras de segurança derrubando a pontapés uma cruz de 1,5 metro que ficava acima da lápide do herói de guerra. De acordo com Frédéric Nahon, procurador da cidade de Colombey-les-deux Eglises, onde o general viveu e foi enterrado, o vândalo estava com o rosto descoberto, mas até o momento ainda não há pistas do criminoso. Um ato político “é pouco provável, já que não houve reivindicação”, destacou Nahon.
— O túmulo, filmado permanentemente, foi danificado por um indivíduo que agiu sozinho. Subiu nela e deu dois fortes chutes na base da cruz, até que ela caiu. Mas o pedestal do túmulo continuou intacto — descreveu Nahon.
A polícia também procura por um cúmplice, que teria ficado no carro enquanto o túmulo era vandalizado. A ação foi rápida, durou “menos de um minuto”, e chocou a população francesa, até por ter acontecido no dia Nacional da Resistência, instituído em 2014 para marcar a primeira reunião do Conselho Nacional da Resistência, presidida por um representante de de Gaulle.
O primeiro-ministro, Edouard Philippe, recebeu a notícia da danificação do túmulo do general com “tristeza e consternação” e classificou o vandalismo como “um ato contra a França”. A líder da extrema direita e candidata derrotada por Macron na última eleição, Marine Le Pen, classificou o ato como “desprezível”.

