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Venezuela e Israel concordam em retomar prestação de serviços consulares após 17 anos

Estadão

Venezuela e Israel anunciaram na terça-feira, 11, que concordaram em estabelecer um mecanismo de coordenação para a prestação de serviços consulares a seus respectivos cidadãos residentes em ambos os países, conforme necessário, após a visita de uma delegação humanitária israelense ao país sul-americano após os mortíferos terremotos de junho.

Os governos de ambos os países reconheceram a importância do "vínculo entre o Estado de Israel e a comunidade judaica residente na Venezuela, que constitui uma importante ponte de amizade histórica entre ambos os países", indicou um comunicado divulgado pelo chanceler venezuelano Félix Plasencia em suas redes sociais.

Venezuela e Israel, que não têm relações diplomáticas, também concordaram em dar continuidade à cooperação técnica bilateral derivada dos esforços de emergência e recuperação após os dois poderosos terremotos que atingiram o país sul-americano e que deixaram pelo menos 6.301 mortos.

Os acordos foram concretizados após a visita da delegação humanitária israelense, composta por engenheiros estruturalistas e outros especialistas, para ajudar na avaliação de edificações colapsadas, entre outras tarefas técnicas, após os dois sismos de magnitude 7,2 e 7,5 de 24 de junho e em "seguimento às conversas mantidas entre altas autoridades de ambas as partes", destacou o comunicado.

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, recebeu publicamente ajuda e equipamentos de resgate de países de todo o espectro político, em particular do governo do presidente dos EUA, Donald Trump, e seus aliados, incluindo Israel. Paradoxalmente, em 1999, após as catastróficas inundações e deslizamentos que afetaram o país, o então presidente Hugo Chávez, falecido em 2013, rejeitou ofertas de assistência dos Estados Unidos, com quem rivalizou politicamente.

Trump procurou trabalhar estreitamente com Rodríguez para estabilizar a Venezuela após a captura do agora deposto presidente Nicolás Maduro, após uma operação militar surpresa dos EUA.

Após os potentes sismos, que deixaram pelo menos 16.740 feridos e 17.900 cidadãos sem moradia devido ao colapso de 190 edifícios, a mandatária em funções expressou seu agradecimento pela ajuda estrangeira, destacando Israel.

No início de 2009, Chávez rompeu relações com Israel em protesto contra as ações militares desse país na Faixa de Gaza, controlada pelo Hamas.

Semelhante a Chávez, seu mentor político e antecessor, Maduro foi um feroz crítico de Israel e defensor da independência palestina. As autoridades palestinas estabeleceram relações diplomáticas oficiais com a Venezuela em abril de 2009 e abriram uma representação diplomática em Caracas.

Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast

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