Por Andrew Hay
16 Set (Reuters) - Duas mulheres cujas imagens, quando eram meninas, foram encontradas em material pornográfico apreendido de Jeffrey Epstein entraram com uma ação coletiva nesta quarta-feira buscando indenização do espólio do falecido criminoso sexual para pessoas que aparecem em sua coleção de milhares de fotos e vídeos de material de abuso sexual infantil.
A ação busca pelo menos US$6 milhões em nome de mais de 40 pessoas, algumas das quais constavam no chamado “álbum de modelos” de Epstein, uma coleção de imagens sexualizadas de crianças apreendida por investigadores federais em 2019 em sua residência em Nova York, de acordo com o processo apresentado no Tribunal Federal de Manhattan.
Outras pessoas apareceram em mais de dez mil vídeos e imagens baixados de material de abuso sexual infantil e de outros conteúdos pornográficos apreendidos nas propriedades do falecido financista, de acordo com a ação.
Epstein foi condenado por solicitar sexo a uma menor em 2008 e acusado de tráfico sexual de menores em 2019. Ele nunca foi processado por criar, obter e distribuir material de abuso sexual infantil para si mesmo e para outros.
A ação foi movida contra o ex-advogado de Epstein Darren Indyke e seu ex-contador Richard Kahn, os coexecutores do espólio de Epstein. Daniel Weiner, advogado que representa Indyke, se recusou a comentar. Um advogado de Kahn não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
Uma das autoras, identificada como Jane Doe, alega que Epstein roubou fotografias dela parcialmente nua, tiradas quando ela tinha 12 anos. A outra, que usa o pseudônimo “Amy”, afirma que aparece em material de abuso sexual infantil apreendido nas propriedades de Epstein em 2019 e que ainda está sendo comercializado.
A ação pede que o tribunal crie um programa para notificar as pessoas que aparecem na coleção de Epstein e ordene que seu espólio pague aos membros da ação coletiva US$150.000 cada, além de outras penalidades financeiras.
(Reportagem de Andrew Hay no Novo México; )



Aviso