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Zelenski cobra garantias claras de segurança no pós-guerra aos aliados ocidentais

Estadão

O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, afirmou que seu governo busca garantias específicas dos aliados ocidentais sobre como funcionaria o apoio de segurança no pós-guerra, quando terminar o conflito de quase cinco anos iniciado pela invasão em grande escala da Rússia.

As declarações, dadas em entrevista exibida na noite de quinta-feira, ocorreram após dois dias de reuniões em Bruxelas sobre segurança e reconstrução no pós-guerra. A fala também vem às vésperas de conversas trilaterais previstas para a próxima semana, em Abu Dhabi, entre Ucrânia, Rússia e Estados Unidos, as primeiras negociações de paz nesse formato desde fevereiro.

Enquanto as discussões sobre os contornos de um acordo prosseguem, a guerra seguiu em evidência nesta sexta-feira, com novos ataques russos com drones e com a alta no número de mortos após um bombardeio de Moscou, na segunda-feira, contra uma antiga escola que operava como centro de distribuição de ajuda humanitária.

Em Bruxelas, os encontros trataram de reconstrução, de financiamento para 2027 e de garantias de segurança respaldadas por aliados ocidentais.

Participaram autoridades dos Estados Unidos, do Reino Unido, da França, da Alemanha e da União Europeia, além de representantes do Banco Mundial e do grupo de investimentos americano BlackRock, segundo o chefe negociador ucraniano, Rustem Umerov, em uma postagem online.

"Discutimos separadamente as ameaças da Rússia à Ucrânia e a toda a Europa, bem como medidas conjuntas para enfrentá-las", escreveu Umerov.

Na entrevista à emissora privada ucraniana 1+1, Zelenski disse querer ver compromissos objetivos e verificáveis.

"O que importa é que esteja claro no papel", afirmou. "A questão não são dezenas de pontos, mas simplesmente entender o resultado: se a Rússia voltar a atacar, o que vai acontecer? Quem fará o quê, com quais meios e quando? Essas respostas precisam estar claras, acima de tudo, para nós, ucranianos."

Zelenski disse ainda que é importante manter o apoio bipartidário dos Estados Unidos a Kiev, mas avaliou que a ampla vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato desta semana pode favorecer a assistência americana, inclusive com a entrega mais rápida de interceptadores do sistema Patriot, que a Ucrânia considera essenciais para se defender de ataques aéreos russos.

"Acredito que nossas chances de obter assistência adicional dos Estados Unidos agora podem crescer", disse.

Em Washington, o presidente Donald Trump se reuniu na quinta-feira com o enviado de Moscou, Kirill Dmitriev, e evitou detalhar o conteúdo da conversa.

"Vai haver um acordo, vai ser um grande acordo e vai envolver mais do que a Ucrânia", declarou Trump, acrescentando que pode incluir toda a Europa.

Trump, que há muito afirma ser capaz de intermediar rapidamente o fim da guerra, tem atribuído a Zelenski a responsabilidade por não aceitar concessões para encerrar o conflito. Ele não se reuniu na quinta com autoridades ucranianas que também estavam na capital americana para uma cerimônia com a primeira-dama Melania Trump.

O genro de Trump e enviado, Jared Kushner, afirmou em uma mensagem nas redes sociais que o objetivo das conversas em Bruxelas era "desenvolver arranjos práticos que atendam às preocupações de segurança de todos os lados, reduzam o risco de futuros conflitos e criem um ambiente de segurança mais estável e previsível".

No campo de batalha, o número de mortos no ataque russo desta semana contra um abrigo e uma antiga escola usados como centro de distribuição de ajuda subiu para 53, após a retirada de mais corpos dos escombros, informou Mykhailo Semikin, chefe interino da administração militar regional, em uma postagem online.

Dez bombas guiadas destruíram a instalação em Komyshuvakha, vilarejo no sudeste da Ucrânia. Segundo autoridades, dezenas de pessoas ainda podem estar desaparecidas, no que foi um dos ataques mais letais da região em quase cinco anos de combates.

Na madrugada desta sexta-feira, drones russos atingiram cinco distritos da região oriental de Dnipropetrovsk mais de 10 vezes, de acordo com o administrador regional Oleksandr Hanzha. Os ataques danificaram depósitos, casas, carros e um complexo esportivo.

Autoridades da região central de Kirovohrad informaram que três pessoas ficaram feridas quando um drone atingiu uma residência e provocou um incêndio.

A Força Aérea ucraniana disse que a Rússia lançou 227 drones de ataque, incluindo 86 movidos a jato, com impactos registrados em 14 locais e queda de destroços em outros oito. No total, as defesas aéreas da Ucrânia afirmam ter derrubado ou neutralizado 196 drones russos entre a noite e a manhã de sexta-feira.

O Ministério da Defesa da Rússia declarou nesta sexta que derrubou 142 drones ucranianos durante a madrugada. Fonte: Associated Press .

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

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