Na semana em que completará 357 anos desde a fundação do Forte de São José do Rio Negro, em 1669, a cidade de Manaus pode respirar mais aliviada e o Portal do Holanda escolhe um candidato ao governo do Estado para chamar de seu.
Depois de duas semanas sufocada por fumaceiro que teve pouco ou nenhum combate de quem deveria fazê-lo, houve chuva e efetivo combate, a cidade quer saber quem são e por que queimam tanto a floresta no Amazonas, especialmente em ano eleitoral.
Já foram registrados mais de 3.748 focos de incêndio entre 1º de Julho a 17 de outubro no Estado e um detalhe interessante chama a atenção: Quase 80% dos focos de incêndio ocorridos na primeira quinzena deste mês ocorreram em imóveis rurais privados.
Houve até flagrante de pessoas ateando fogo na mata, sem qualquer justificativa: https://www.portaldoholanda.com.br/amazonas/drone-flagra-suspeitos-ateando-fogo-perto-de-casas-no-amazonas , o que levanta suspeitas de que há algo além do simples “hábito” de queimada de terrenos na zona rural.
Resta saber quem são essas pessoas e o que as levou a cometer esse que é considerado um crime, especialmente diante das mudanças climáticas que levaram as chuvas para longe da região amazônica.
A reportagem do Portal do Holanda deve acompanhar e buscar respostas das autoridades judiciais para dizer quantos e quem são os presos punidos com multas.
Os valores serão cobrados ou sumirão como a fumaça das queimadas? Alguns leitores do Portal do Holanda nas redes sociais duvidam das aplicações de multas. Pelo tamanho do problema ocorrido este ano, há milhões de reais a serem recebidos pelo poder público, que podem fazer uso desse dinheiro para ampliar a fiscalização e impedir novas ocorrências.
Os efeitos dessas queimadas estão na péssima qualidade do ar, que foi motivo de suspensão de aulas na rede pública de ensino, universidades, Instituto Federal de Educação do Amazonas (Ifam) e também atividades de lazer como as programadas para o Parque das Crianças na última quinta-feira (22). São prejuízos que não têm como ser calculados: https://www.portaldoholanda.com.br/amazonas/manaus-suspende-aulas-e-atividades-no-parque-das-criancas-nesta-quinta-feira .
Sobre o posicionamento do editor do Portal do Holanda em apoiar a candidatura do candidato Omar Aziz ao Governo do Estado, https://www.portaldoholanda.com.br/bastidores-da-politica/omar-e-o-melhor-du-carmo-repetiu-carminha , não há o que comentar.
É direito líquido e certo, como de todo brasileiro ou brasileira. Para essa possibilidade de se votar, há pouco mais 30 anos, foi preciso ir às ruas exigir a volta do direito dos brasileiros elegerem seu presidente.
Não foi uma concessão, nem um presente. Foi uma conquista e por isso merece ser exercida com consciência, reflexão e muita atenção porque os efeitos desse voto não duram somente quatro anos.
O que chamou a atenção de alguns leitores foi a manipulação da foto da candidata Maria do Carmo na imagem da coluna de opinião do Portal do Holanda: https://www.instagram.com/p/DevPI-ZnGGg/ . A candidata, que tem 66 anos de idade, parece ter mais de 80 anos na imagem divulgada pelo Portal do Holanda.
No texto, “Razões para desconfiar de Maria do Carmo”, o editor Raimundo Holanda afirma que “Maria do Carmo peca pela insistência de mandar o eleitor procurar no Google, o que parece não ter competência para demonstrar, e um notável vazio de ideias e propostas. O eleitor não precisa de novas razões para desconfiar da política. Precisa de informações confiáveis para distinguir propostas, avaliar trajetórias e decidir seu voto”.
Com a propaganda eleitoral suspensa pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), por ter feito acusações sem provas contra Omar, o diretor fez uma paródia dela com a Carminha, uma terrível vilã, personagem de uma famosa novela da Rede Globo, brilhantemente desempenhada pela atriz Adriana Esteves.
A edição na foto desfigura o rosto da candidata, que, pelo que dizem as pesquisas de intenção de voto, não apresentou, em toda a campanha, propostas interessantes, contundentes, significativas o suficiente para atrair a maioria do eleitorado amazonense. Por ser a única mulher concorrente ao cargo, perdeu a oportunidade de mostrar que podia ser diferente.
No perfil do Portal do Holanda no Instagram, várias pessoas se manifestaram em favor dela e um leitor criticou a alteração na imagem de forma pejorativa.
Poderia ter ido além e dito que, na verdade, não adianta olhar somente a foto, a imagem divulgada pelos candidatos e candidatas. Independente da manipulação, é preciso buscar conhecer o passado deles, a história dos que se apresentam como salvadores da pátria e prestar atenção no que prometem fazer quando eleitos ou eleitas.
Porque quatro anos de governo ruim já experimentamos algumas vezes e as marcas estão por aí, ainda visíveis e doloridas demais para que possamos revivê-las. A época da pandemia que o diga...
Ombudsman
Ana Celia Ossame é amazonense de Manaus, Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Educação na Universidade Federal do Amazonas (Ufam) (2015) e graduada em Comunicação Social - Jornalismo pela Ufam (1985). Tem Especialização em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em 1997 e experiência na área de Comunicação, com ênfase em Jornalismo e Editoração e Assessoria de Imprensa. Trabalhou nos jornais amazonenses A Notícia, Jornal do Comércio e A Crítica, onde elaborou matérias sobre Educação, Saúde, Meio Ambiente e do Cotidiano. Durante mais de uma década, foi responsável pela edição e produção de uma página dedicada à Educação no Jornal A Crítica. Foi Assessora de Imprensa do Conselho Regional de Medicina do Estado do Amazonas (CRM-AM), Câmara Municipal de Manaus, Agência de Comunicação do Governo do Estado, Secretaria Estadual de Assistência Social (SEAS), Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (SEMASDH), Secretaria Municipal de Juventude, Esporte e Lazer (Semjel) e da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM). É detentora de prêmios jornalísticos como 6º. Prêmio Embratel de Jornalismo (2004), Grande Prêmio Ayrton Senna (2000), Governo do Estado do Amazonas (1997) e Sociedade Brasileira de Cardiologia. Em 1997, foi premiada como Jornalista Amiga da Criança (JAC) pela Agência de Notícias pelos Direitos da Infância (ANDI), vinculada à Unesco. É autora do Livro de Poesia “Imaginei Assim”, publicado em 1986, dos livros Infantis “O Planeta Azul” (2014) e Os Sapatos da Formiga (2024), publicados pela Editora Valer, este último contemplado pelo Prêmio Frauta de Barro. E-mail: [email protected].
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