Suspeito de 48 anos disse à polícia que afiou a faca com antecedência e planejava o ataque havia cerca de um mês; vítimas passam bem
Um açougueiro foi preso em flagrante na tarde de segunda-feira (3) depois de atacar três colegas de trabalho com uma faca dentro de uma unidade do Assaí Atacadista, em Jundiaí, no interior de São Paulo. Duas vítimas foram esfaqueadas e uma terceira sofreu fratura em um dos braços durante a confusão.
Segundo a apuração policial, o suspeito, de 48 anos, usou uma faca de grande porte, de uso rotineiro no estabelecimento, e surpreendeu os colegas durante o expediente, o que reduziu as chances de defesa. Um trabalhador de 25 anos foi atingido no rosto, e outro, de 37, no ombro ao tentar conter a agressão. As vítimas foram socorridas e levadas ao Hospital São Vicente de Paulo e a uma unidade particular, com ferimentos leves, sem risco de morte.
Em depoimento, o suspeito afirmou que afiou a faca previamente e que pretendia matar os três colegas por acreditar que era perseguido por eles. Disse ter planejado o ataque havia cerca de um mês e apontou uma advertência recebida no mesmo dia como estopim. Relatou ainda ter dito a superiores e funcionários que seria capaz de cometer uma "grande loucura", mencionando seu antecedente criminal por tentativa de feminicídio, também com faca. Ao final, declarou estar arrependido. Em outro trecho, alegou ser alvo de provocações no trabalho.
Uma testemunha contou à polícia que, momentos antes, o homem afiava a faca e dizia que "mais tarde aconteceria uma tragédia", e descreveu comportamento agressivo e instável. O superior hierárquico chegou a ser informado, mas o ataque começou minutos depois. Colegas e seguranças o contiveram até a chegada da Polícia Militar. A faca foi apreendida e enviada à perícia.
A polícia ratificou a prisão em flagrante e representou pela prisão preventiva. O investigado deve responder por três tentativas de homicídio qualificado. Em nota, o Assaí informou que presta apoio médico aos funcionários envolvidos e colaborará integralmente com as autoridades. A defesa do suspeito não foi localizada.
O caso ocorre poucos dias depois de outro episódio de violência no trabalho no mesmo estado: no sábado (1º), um funcionário terceirizado matou três colegas dentro da fábrica da Bombril, em São Bernardo do Campo.



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