Manaus/AM - A Polícia Civil do Amazonas prendeu o advogado Matheus F., suspeito de integrar uma rede de intimidação contra uma mulher de25 anos, que denunciou ter sido estuprada por um tenente da Polícia Militar em um posto policial na rodovia AM-010.
O advogado se entregou na noite de segunda-feira (18), teve a prisão preventiva mantida pela Justiça em audiência de custódia nesta terça-feira (19) e é investigado por tentar forçar a vítima a desistir do processo. Sua cúmplice na ação, Kamila Fernanda Alves de Almeida, ex-companheira do policial, está sendo procurada pela polícia.
De acordo com as investigações lideradas pela delegada Patrícia Leão, da Delegacia Especializada em Crimes contra a Mulher (DECCM) Centro-Sul, a coação envolveu um plano elaborado para enganar a vítima.
Uma advogada (cuja identidade não foi revelada) teria telefonado para a vítima se passando por integrante da Procuradoria da Mulher da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), oferecendo ajuda financeira e apoio. Abalada, a jovem aceitou o encontro e entrou em um veículo sob a promessa de que seria levada para buscar o filho.
No entanto, durante o trajeto, Kamila Fernanda Alves de Almeida entrou no automóvel. A partir desse momento, iniciou-se uma série de ameaças psicológicas.
"Essa mulher passou a ameaçar, intimidar e coagir a vítima para que ela mudasse todo o seu depoimento para beneficiar seu ex-companheiro", afirmou a delegada Patrícia Leão.
Durante entrevista, a vítima desabafou: "Comecei a chorar, me desesperar e pensei: eu vou morrer hoje" .
Enquanto o advogado permanece preso, Kamila Fernanda é considerada foragida e segue sendo procurada ativamente pela polícia.
Entenda o caso
O pivô da coação é um tenente da PM, que já está preso preventivamente. Ele é alvo de duas investigações graves: a vítima relatou que pilotava uma moto com amigos na rodovia AM-010 quando foi abordada por policiais. Sob o falso pretexto de que o veículo era roubado, o tenente a obrigou a entrar em uma viatura e a levou até o posto de fiscalização do bairro Lago Azul, onde o estupro foi consumado em uma das salas.
O oficial segue detido no Núcleo Prisional da corporação.




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