Após a fuga de nove detentos da cadeia pública de Eirunepé, no interior do Amazonas, cerca de 60 presos foram transferidos para Manaus por determinação judicial. A medida emergencial busca reduzir os riscos de novas evasões e enfrentar a crise de superlotação da unidade.
Os fugitivos escaparam utilizando uma corda improvisada feita com lençóis, conhecida como “teresa”. Um deles foi recapturado poucas horas depois, outros dois foram localizados no fim de semana e outros seis seguem sendo procurados pelas forças de segurança. Entre os nomes divulgados estão Delson Araújo Moreira (“Delsinho”), Gabriel Ozório do Nascimento e Werton Oliveira da Silva (“Cachorro”).7
A decisão foi assinada pela juíza Sabrina Cumba Ferreira, da 2ª Vara de Execução Penal de Manaus, após constatar condições precárias e falta de segurança na delegacia de Eirunepé. O Ministério Público do Amazonas já havia alertado para os problemas estruturais da unidade desde 2023. A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) apoiou a transferência, destacando que a capital possui melhor estrutura de segurança e assistência.
A remoção dos presos foi realizada com apoio da Polícia Civil, Polícia Militar e da prefeitura local. O episódio reacende a discussão sobre a fragilidade do sistema prisional no interior do estado, marcado por superlotação, insalubridade e histórico de fugas.



